Na comemoração do Dia Nacional do Taquígrafo e do Dia do Parlamentar, a Assembleia Legislativa emocionou oito profissionais, homenageados com ramos de flores e aplausos demorados dos colegas, dos deputados estaduais, dos funcionários e de todos que lotaram o Plenário Orlando Spínola na manhã de ontem. Os trabalhos foram abertos com a execução do Hino Nacional Brasileiro pelo Coral do Legislativo que congrega servidores da Assembleia e dos tribunais de Contas do Estado e dos Municípios, seguido da fala do deputado Luciano Simões Filho (PMDB) autor do requerimento que viabilizou a sessão especial.
Ele falou das origens da Taquigrafia e do Parlamento, lembrando que a data comemorativa foi instituída pela Lei 6230, de 27 de julho de 1975. Ao presidente da Casa, ele desejou um mandato profícuo e elogiou o trabalho que Coronel vem desenvolvendo de valorização dos funcionários e do Parlamento baiano. “Caiu no gosto de todos”, afirmou. Aos deputados, ele se dirigiu reafirmando a importância do Legislativo como um dos poderes consolidados “que emprestam e sustentam a legitimidade à democracia” no Brasil. Apesar da crise institucional que o país vive, Simões ressaltou que o Legislativo tem o mérito de representar “os interesses de todos os segmentos sociais que se fazem representar nas casas legislativas”.
O peemedebista discorreu sobre a importância da Taquigrafia para a preservação exata dos debates e das votações no Legislativo e nos tribunais, traçando um paralelo com a função do Parlamento nas democracias – de que é fiador. Fez ainda uma homenagem ao presidente Angelo Coronel, de quem traçou um rápido perfil profissional e político desde o primário cursado na Escola Dom Pedro II, em Coração de Maria, até a formatura em Engenharia Civil na Universidade Federal da Bahia, com especialização em Tecnologia em Concreto e Matemática Financeira, além da exitosa carreira política.
O deputado Luciano Simões foi seguido na tribuna pela fala dos representantes da taquigrafia que compunham a mesa, abordando os diversos aspectos dessa profissão tão especializada quanto pouco conhecida. A gerente Marilanja explicou a importância da destreza manual, rapidez de raciocínio e conhecimento do Português para o exercício profissional, frisando que as taquigrafas compartilham com os deputados no plenário dramas, momentos de tensão, alegria, sempre registrando para a história o teor exato de discursos, debates e decisões. Lembrou que a especialização é de tal ordem que essa arte artesanal, na maioria dos casos, é transmitida familiarmente.
A taquígrafa Mirela Novais de Araújo leu uma carta encaminhada pelo professor Waldir Cury, criador do site especializado Taquigrafia em Foco, representando todos os professores,que discorreu sobre a profissão, sua história e aprendizado. Em seguida a coordenadora de taquigrafia da Câmara fez o seu pronunciamento, igualmente enfatizando a especialização e a importância histórica do registro taquigráfico que nunca será substituído por sistema mecânicos. Vanderlea Rodrigues da Silva e Cleonice Gondim, taquigrafas do TRE e do TJ, igualmente discorreram sobre a história e meandros da profissão em emocionadas falas da tribuna.
TECNOLOGIA
Segundo o presidente da União Nacional dos Taquígrafos, Marcius de Oliveira Fernandes, este reconhecimento é, hoje, a grande bandeira de luta de uma profissão “essencial”. Na sua análise, são os taquígrafos que “escrevem a história do Brasil que se desenrola no dia a dia dos poderes Legislativo e Judiciário”. A “tecnologia ajuda, mas não substitui” a presença destes profissionais, “taxados de obsoletos”, mas que são testemunhas e escritores “da história do país” . Fernandes considera que a profissão “está bem” no mundo. O Brasil está representado na Federação Ibero-Americana de Associações de Taquígrafos (Fiat) que abriga países da América do Sul, México e Estados Unidos.
O deputado Sandro Régis (DEM) homenageou os profissionais da taquigrafia, em sua maioria mulheres, em nome do Legislativo, registrando o apreço e respeito que todos os deputados nutrem por essa categoria que trabalha em estreito relacionamento com todos os gabinetes. O líder da minoria também falou da importância do parlamento comemorar a sua data, mesmo nesses tempos tão conturbados da vida nacional e rendeu homenagem ao presidente Angelo Coronel pelo natalício desejando que alcance todos os seus objetivos políticos e pessoais.
Foi projetado em seguida um vídeo de cinco minutos, com depoimentos de alguns dos 26 taquígrafos da Assembleia, que resume as características da profissão. Houve então a apresentação da cantora Analu Suedde de Carvalho e dos timbaleiros da Fundação Doutor Jesus, seguida da homenagem, in memoriam, a Alzira Gomes Bittencout, recebida pelo revisor Antonio Carlos. Simoni Soares foi a homenageada seguinte (representando as colegas aposentadas). Rosa Maria de Figueiredo, que não pode comparecer (foi representada por Rita Cideli Santos Correia da Silva) foi homenageada em nome das taquígrafas na ativa. Também em nome dos funcionários na ativa, o revisor Marcos Santana foi o próximo homenageado, sendo seguido de Jorge Araújo Gomes, do quadro de servidores do apoio taquigráfico.
A taquígrafa da Alba mais antiga, Maria Margarida Melo Bastos (aos 90 anos) também recebeu flores, assim como a taquígrafa e professora, Martha Maria Soares Mascarenhas. Todos os buquês de flores foram entregues pelas colegas de trabalho e parlamentares presentes. Depois a cantora Analu Suedde voltou a se apresentar, encerrando o segmento da sessão especial relacionada com as datas comemorativas.
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