Os deputados estaduais Fabíola Mansur (PSB) e Fabrício Falcão (PCdoB) comandarão os trabalhos da Sessão Especial em comemoração aos 65 anos da APLB- Associação dos Professores Licenciados do Brasil – Secção da Bahia , a realizar-se no dia 27 de abril (quinta-feira), às 9h30, no plenário Orlando Spinola da ALBA - Assembleia Legislativa da Bahia.
História
Lá se vão 65 anos desde aquela noite em que onze educadores assinaram a ata de sessão da fundação (APLB-BA). Graças ao livro (Movimento dos Professores da Rede Pública na Bahia -1952-1989), de autoria de Nilda Moreira Santos, Professora Mestra da Universidade Católica do Salvador (UCSal) feito como trabalho de Mestrado, é que tomamos conhecimento dos feitos da entidade e dos principais passos de sua fundação.
Desde a década de 1940 fomentava-se no País a ideia de criação de associações em defesa do monopólio do ensino secundário para os licenciados, informa Ramakrishna Bagavan dos Santos, professor de matemática formado na primeira turma da Faculdade de Filosofia em 1945 (de acordo com o trabalho de dissertação de Mestrado de André Luís Mattedi Dias “Profissionalização dos Professores de Matemática na Bahia: as Contribuições de Isaías Alves e de Martha Dantas”).
Ramakrishna era o grande articulador dessa ideia na Bahia. E naquela quinta-feira, 24 de abril de 1952, que fi caria marcada para sempre, ele colocaria seu nome de deus do panteão hindu na ata de fundação da APLB. Ainda nos idos da fundação, ele projetou uma APLB maior. Percorreu boa parte do Brasil com o objetivo de criar outras entidades de professores. “Eu era o presidente da Associação nessa época e tinha ido a São Paulo manter contatos no sentido de criar outras APLB em outros estados, de forma que nós pudéssemos formar uma força nacional”.
Ramakrishna Bagavan dos Santos morreu em 12 de julho de 2013, aos 91 anos.
Décadas de luta A APLB percorreu os anos 50 com suas reivindicações, dificuldades várias, devido à falta de sede própria, mas manteve-se firme. Vieram os anos 60 e a entidade não se dobrou à ditadura militar. As lutas prosseguiram e são vários os fatos relatados no livro da professora Nilda Moreira Santos. Nos anos 80 a entidade toma novo impulso, há uma grande renovação de quadros que, juntos aos antigos e bravos militantes, dão uma verdadeira injeção de ânimo no sindicato, principalmente em 88 e 89 após a promulgação da Constituição Federal. É nesse contexto que os professores discutem nova formação estrutural para transformar a associação em sindicato.
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