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Coronel participa de solenidade de 100 anos da ALB

Publicado em: 12/04/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel, compôs a Mesa ao lado de representantes do mundo intelectual da Bahia
Foto: Arquivo/Agência-Alba
Na solenidade comemorativa do transcurso do centenário da Academia de Letras da Bahia, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel, reafirmou o compromisso e a parceria que une as duas instituições, garantindo a renovação de um convênio que remonta a 1998. Trata-se de instrumento importante do programa editorial mantido pelo Legislativo, que permite a publicação de obras fundamentais da literatura baiana e da exitosa coleção Mestres da Literatura da Bahia, programada para 20 tomos.




A solenidade levou ao Solar Góes Calmon, em Nazaré, acadêmicos, professores, escritores, empresários, jornalistas, artistas e autoridades ligadas à área cultural que lotaram o salão nobre daquela casa de cultura. Compuseram a mesa a presidente da Academia, Evelina Hoisel, o vice-presidente Edivaldo Boaventura, o ex-presidente Aramis Ribeiro Costa e o presidente do Legislativo, Angelo Coronel, e o presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Eduardo de Castro.



Os trabalhos foram abertos com o descerramento de placa alusiva ao centenário pelo ex-governador e acadêmico Roberto Santos e a professora Evelina Hoisel, num clima de emoção com todos os presentes de pé. Esse ato foi seguido da execução de quatro canções pelo Madrigal da Universidade Federal da Bahia, regido pelo maestro José Maurício Brandão – igualmente aplaudido pelos presentes em pé.












          O ex-governador e acadêmico Roberto Santos e a professora Evelina Hoisel abriram os trabalhos com o descerramento da placa






Apenas três oradores nessa noite de gala. O professor Edivaldo Boaventura que falou das gestões de presidentes na Academia, de suas sedes, dos patronos de suas 40 cadeiras e de acadêmicos eminentes nesses 100 anos. Ele próprio com 42 anos naquele sodalício, onde ingressou aos 37 anos de idade – um dos acadêmicos mais jovens da história. Relatou ainda episódios de vulto, como a inclusão da primeira mulher naquela casa de cultura, Edith Gama e Abreu, além da sua inspiração francesa, em seguimento aos grêmios e sociedades literárias.




Foi seguido pelo pronunciamento de Aramís Ribeiro Costa, que discorreu com precisão sobre o trabalho de Afrânio Peixoto (responsável único pela criação da Academia, escolha de seu nome, dos 40 patronos de suas cadeiras e dos 40 eminentes baianos que a integraram, em sua primeira formação), da clarividência e habilidade deste “homem extraordinário que já havia nos dado o Instituto Politécnico e depois a Escola Politécnica”, além de ser o secretário de Estado responsável pela maior intervenção urbanística de Salvador que ganhou as avenidas Sete de Setembro e Oceânica em sua gestão.



Aramís Ribeiro Costa convidou os presentes a “ingressarem na aurora da Academia”, a conhecer suas instalações provisórias e definitivas – descrevendo-as – e emocionou ao tratar da “grandeza de espírito do fundador”, que se abstraiu completamente das disputas políticas renhidas de então (entre os aliados do governador Antônio Muniz e os de JJ Seabra, com quem Rui Barbosa rompeu por não aceitar a indicação para concorrer ao governo), indicando até um inimigo político, Severino Vieira, para a Academia, pois defendia o livre pensar, o debate, a cultura, as belas letras e a defesa da nossa língua pátria. Ele próprio, Afrânio Peixoto, não se indicou e em caráter único na instalação do sodalício foi aberta uma cadeira para ele ocupar.



Concluiu a solenidade a presidente Evelina Hoisel que abordou a tarefa da Academia na propagação das ideias, das letras, da nossa língua, no fomento à escrita e apoio aos novos talentos. Relatou com minúcias (o citado pelos antecessores), a vasta programação de trabalho da Academia de Letras da Bahia, seus prêmios, cursos e concursos – bem como abordou questões filológicas relevantes. Citou o poeta Fernando Pessoa e o escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo francês, Roland Barthes.




Presentes na solenidade, entre outras autoridades, o ex-ministro Angelo Calmon de Sá, neto do construtor do palacete que hoje abriga a academia, Francisco de Góes Calmon, o presidente da secção baiana da ABI, Walter Pinheiro, e pelo presidente da Assembleia Geral da entidade, também acadêmico, jornalista Samuel Celestino. Também prestigiaram o ato o presidente da Fundação Pedro Calmon, representando governador Rui Costa, Zulu Araújo, e o presidente da Fundação Gregório de Matos, Fernando Guerreiro, representando o prefeito ACM Neto. E ainda o empresário Vitor Gradim, benemérito da instituição.


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