Em moções apresentadas na Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado Fabrício Falcão (PC do B) se congratulou com as populações de Caetité, Anagé e Dom Basílio pelos aniversários de emancipação política dos municípios. Dos três, Caetité, localizado no sertão baiano, é o mais antigo: completou 207 anos de fundação no último dia 5 de abril. Anagé e Dom Basílio, que também ficam no semiárido, são bem mais novos: o primeiro completou 55 anos de emancipado, no último dia 5 de abril, enquanto Dom Basílio comemorou 54 anos, no dia 7 do mesmo mês.
Na moção direcionada à população de Caetité, Fabrício Falcão lembrou que a cidade é conhecida como polo cultural da região sertaneja da Bahia e foi a terra natal de figuras como Cezar Zama, Aristides Spínola, Anísio Teixeira, Nestor Duarte Guimarães, Waldick Soriano, Haroldo Lima, Prisco Viana, dentre outros. “Foi, ainda, pioneira na educação regional, com a primeira escola normal do sertão baiano”.
O nome Caetité, conforme explicou Falcão no documento, deriva da língua tupi: significa “mata da pedra grande”, através da junção dos termos ka’a (mata), itá (pedra) e eté (verdadeiro). “É uma referência à formação rochosa a leste da cidade conhecida por Pedra Redonda”, afirmou ele, lembrando que Caetité foi elevada à categoria de município em 1867 e que, de seu território, originaram-se outros 47 municípios.
“Tão logo emancipou-se, a vila participou indiretamente das lutas pela Independência da Bahia, apoiando o Governo Provisório instalado na Vila de Cachoeira”, relatou o parlamentar no documento, acrescentando que “encerradas as lutas contra as tropas portuguesas no Recôncavo Baiano, em Caetité, teve lugar o episódio do Mata-maroto, lutas entre brasileiros e portugueses, que se seguiram a 1823”.
A história de Anagé, conforme observou Falcão na segunda moção, está diretamente ligada a de Caetité. A região foi desbravada pelo bandeirante e capitão-mor João Gonçalves da Costa, no ano de 1784, quando abria a estrada ligando o Arraial da Conquista a Caetité e ao Rio São Francisco. Antes, era habitada pelos índios imborés e mongoiós.
De acordo com Falcão, o povoamento do território iniciou-se na segunda metade do século XIX, por aventureiros que ali se estabeleceram, desenvolvendo a agropecuária. “A fertilidade das terras atraiu novos colonos que ali se fixaram, formando o povoado São João, elevado à vila em 1920, com o nome de São João da Vila Nova”, contou. Em 1962, foi criado o município de Anagé.
Já o povoamento de Dom Basílio, que fica no sertão a cerca de 580 quilômetros de Salvador, teve início em 1715, com a chegada de paulistas à procura de ouro. Com a instalação de fazenda de gado, surgiu o povoado Curralinho. Depois, foi construída uma capela sob a invocação de São João Batista, mais tarde adotado como o padroeiro da cidade. Em função da agropecuária, desenvolveu-se a povoação, cujo o nome foi mudado para Dom Basílio, em 1963.
“O nome do município é uma homenagem ao padre Manoel Olímpio Alves Pereira, nascido no município, sagrado bispo da diocese de Manaus, com o nome Basílio”, afirmou Fabrício. O município foi desmembrado de Livramento do Brumado.
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