Parlamentares da Comissão dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa da Bahia aderiram à campanha de repúdio ao assédio sexual praticado pelo ator global José Mayer contra uma figurinista da emissora. Na reunião ordinária de ontem, o colegiado aprovou por unanimidade uma moção de repúdio ao ator e à prática de assédio no ambiente de trabalho.
“Mexeu com uma, mexeu com todas. Esse lema da Marcha de Mulheres foi muito bem aplicado neste episódio. Precisamos ter sororidade com todas nossas companheiras vítimas do machismo que, muitas vezes, é incentivado na programação da Globo e de outras emissoras”, afirmou a deputada Luiza Maia (PT), presidente da comissão.
As deputadas também petistas Maria del Carmen e Fátima Nunes reforçaram que o episódio só ganhou proporção nacional devido aos envolvidos, mas que outros fatos semelhantes ocorrem diariamente e que precisam ser igualmente combatidos.
O colegiado aprovou ainda uma moção de aplausos à coragem da figurinista Susllem Meneguzzi Tonani, que denunciou o assédio sofrido no set de filmagem da Globo e outra moção, de repúdio, à secretária da Mulher de Salvador, Taissa Gama, devido às agressões verbais feitas à uma ex-secretária. Para as deputadas, quem representa uma pasta que luta pelo empoderamento e garantia dos direitos femininos não pode ter essa “postura lamentável”.
A comissão também avaliou o Março Mulher, encerrado na última semana com uma sessão especial. “Tivemos protagonismo na resistência ao projeto de Reforma da Previdência, do governo golpista. Vamos lutar até o final”, apontou a deputada Neusa Cadore (PT).
PRESIDIÁRIAS
Outro assunto bastante discutido pelo colegiado, na reunião de ontem, foi a situação das presidiárias baianas, com filhos menores de idade, que podem ter o mesmo precedente judicial dado à mulher do ex-governador do Rio de Janeiro. É que a Comissão dos Direitos da Mulher vai propor ao Tribunal de Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública um mutirão para levantar a situação das presas aqui na Bahia, que se encontram nas mesmas condições de Adriana Ancelmo.
“Queremos um trabalho em conjunto, para que seja aplicado aqui no estado o mesmo critério usado no processo da mulher de Cabral. É preciso ter paridade e assegurar este direito para todas as classes sociais. Há mulheres pobres, presas, que nem advogado têm”, destacou a presidente da Comissão, deputada Luiza Maia (PT).
O Superior Tribunal de Justiça assegurou prisão domiciliar por causa dos filhos pequenos de Adriana Ancelmo, já que o pai, o ex-governador Sérgio Cabral, também está preso. Contudo, ela não terá telefone fixo, nem celular e também é proibida de acessar a internet em casa
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