Na reunião de ontem da Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos, mais uma vez, a pauta de discussões se centrou nas tratativas para implantação do Projeto Parlamento Verde (ParlaVerde). Na oportunidade, o colegiado também pontuou questões sobre as políticas de preservação ambiental.
A proposta, que prevê a adoção de uma administração sustentável, foi levada na última terça-feira, dia 4, pelo presidente do Colegiado Fábio Souto (DEM) e o autor da proposta, o deputado Joseildo Ramos (PT), para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel (PSD), que recebeu o projeto com muito entusiasmo e demonstrou sua satisfação e vontade em dar início às diretrizes para implantação do ParlaVerde. Fábio Souto revelou que, na próxima quarta-feira, a matéria ser apresentada ao Colégio de Líderes da Casa para que todos tenham os fundamentos do ParlaVerde.
Para o idealizador do projeto, “a racionalidade deve está em primeiro plano no momento da implementação das etapas inerentes ao Parlamento Verde”. Joseildo acrescentou que os parlamentares também devem ser um braço forte na inserção de políticas públicas que influenciem dentro e fora da Casa, a exemplo do descarte de jornais que podem ser entregues a uma cooperativa de reciclagem.
Considerando tanto a proposição do Parlamento Verde, quanto a parceria com cooperativas de reciclagens, como iniciativas que se traduzem em exemplo para a sociedade, os deputados Marcelino Galo (PT) e Zó (PC do B) ressaltaram que as proposições são um primeiro passo para a construção de uma Assembleia Sustentável. Dentro da temática da sustentabilidade e de fontes renováveis, o deputado Zó citou a experiência bem sucedida de geração de energia em condomínios do Programa Minha Casa Minha Vida, em Juazeiro, transformado em microusina 1,34 Gigawatt-hora (GWh) de energia.
PRESERVAÇÃO
Além de pontuar a chegada das chuvas em muitos municípios, trazendo a esperança de uma boa colheita para os agricultores, o colegiado também debateu sobre as políticas de preservação do Estado, que, segundo Joseildo, ainda carecem de uma legislação mais precisa. Para que essas definições tenham maior celeridade e assegurem a preservação das áreas verdes e o plantio das áreas já desmatadas o petista sugere uma visita da comissão ao secretário estadual do Meio Ambiente Geraldo Reis, no sentido de fomentar ações em prol dos princípios ambientais do Estado.
Outra questão também discutida pelo colegiado foi a situação da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), órgão que o deputado Fábio Souto classifica como de extrema importância na efetivação do plantio do cacau, principalmente o cabruca, um dos sistemas de cultivos mais ecológicos. Marcelino Galo, presidente da Frente Parlamentar do Meio Ambiente, destacou que a reunião de amanhã da frente vai discutir a crise da Ceplac, que, de acordo com as afirmações do parlamentar, está sendo gradativamente desmontada, com o enxugamento dos setores de pesquisa e extensão e o rebaixamento institucionalmente passando a ser um departamento.
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