O secretário de Turismo do Estado, José Alves, vai prestar informações aos deputados estaduais. Convocado pela Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, ele estará na Assembleia Legislativa na próxima terça-feira, dia 4 de abril, participando da reunião do colegiado e deverá esclarecer, dentre outros assuntos, “porquê de um total do orçamento anual de R$ 42 bilhões, do ano passado, terem sido reservados somente R$ 175 milhões, o que corresponde a 0,41% para o setor. E porque até outubro de 2016 terem sido investidos apenas R$ 55 milhões, 0,13% desse pífio valor”, adiantou o presidente da Comissão, Hildécio Meireles, do PMDB. O Centro de Convenções da Bahia (CCB) também estará na pauta dos debates. Localizado no bairro do Stiep, em Salvador, o CCB foi interditado pela Secretaria Municipal de Urbanismo (Sucom) em maio de 2015. Em setembro de 2016 parte da fachada desabou. Os deputados querem saber o que será feito com o que sobrou do equipamento.
A comissão vai realizar também outros debates. Ontem foram aprovadas três audiência públicas. Por sugestão da deputada Maria del Carmen, do PT, o colegiado deverá dar continuidade aos debates sobre a repercussão da ponte Salvador-Itaparica, quando ela for construída. O impacto que este sistema viário causará na mobilidade urbana de Salvador, no Baixo Sul e no Recôncavo são os temas aprovados para as audiências públicas. Além disso a Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo deverá realizar uma sessão especial para aprofundar o assunto, desta vez com a presença dos deputados federais e senadores eleitos pelo Estado. A ideia do presidente Hildécio Meireles é que desta sessão saia um documento da Bahia ao Governo Federal reivindicando o aporte de recursos neste projeto que custará R$ 7,5 bilhões.
Outro assunto lembrado ontem pelos parlamentares foi a convocação da empresa Claro, de telefonia. Para o deputado Bobô (PC do B), a Companhia tem que prestar esclarecimento sobre porquê descumpre o contrato e o TAC, Termo de Ajuste de Compromissos resultante da CPI da Telefonia. Uma das obrigações da empresa é estender o sinal para todas as localidades distantes até 30 km da sede dos 417 municípios baianos. O prazo para isso terminou em 31 de dezembro do ano passado e, segundo os parlamentares, a grande maioria da população não dispõe do serviço, sobretudo os que residem no interior.
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