MÍDIA CENTER

Comissão da Igualdade luta contra discriminação racial

Publicado em: 22/03/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

Bira Corôa aproveitou a oportunidade para criticar ?a redução dos direitos? sociais
Foto: Arquivo/Agência-Alba
A Comissão Especial da Promoção Igualdade promoveu, ontem, audiência pública em alusão ao “Dia Internacional Pela Eliminação da Discriminação Racial”. Em sua fala de abertura, o deputado Bira Corôa (PT), presidente do colegiado, pontuou a necessidade de combater a discriminação também no “contexto da economia e da estrutura das políticas governamentais, principalmente no processo de desmonte e redução de direitos implementados pelo atual governo”. 

Líder do Terreiro de Lemba, em Camaçari, Tata Ricardo elogiou o comportamento do deputado Bira, ressaltando que o mesmo “mantém firme suas promessas de campanha de defender a cultura negra e combater todas as formas de discriminação. Bira Corôa nos representa. Nós fazemos força pra eleger um representante e muitas vezes depois de eleito ele se esquece do terreiro, do candomblé”, afirmou Tata.

Ele comentou o decreto do Governo do Rio de Janeiro, que autoriza a presença da Igreja Universal do Reino de Deus nos presídios. “Acredito que serão agentes propagadores do ódio, da intolerância e da homofobia. Nós, do candomblé, não saímos tentando convencer as pessoas, nem desfazemos de Deus. Nossa ideia é acolher. Mas só quem carrega uma conta no pescoço sabe o peso que está carregando”, afirmou.

Já o presidente da ONG Pedra de Raio, Sérgio São Bernardo, afirmou que a Bahia é pioneira “em tudo relacionado à promoção da igualdade, com forte legislação e enfrentamento militante”, mas questionou se os resultados estão sendo os esperados. “Estamos em um cenário melhor, mas ultimamente os confrontos se agudizaram. Será que estamos usando as armas corretas? Será que no ano que vem discutiremos essas mesmas denúncias?”, questionou o advogado.

Integrante do Centro de Pesquisas, Estudos e Serviços Cristãos, o pastor protestante Djalma Torres afirmou que a Igreja Batista tradicional, da qual foi membro, é uma instituição conservadora e fundamentalista, mas não intolerante. “Eu fui mais ou menos ‘deletado’, porque há 30 anos faço uma caminhada em direção ao movimento ecumênico. Ganhei o título de Djalma de Ogum, o que me dá muito orgulho e também alguma discriminação”, completou o pastor. 



Compartilhar: