Os funcionários do setor de Transportes da Assembleia homenagearam, ontem, o colega aposentado Everaldino de Souza e Silva, que completou 90 anos. O ato, surpresa, contou com as presenças do presidente Angelo Coronel (PSD) e do quarto vice-presidente, Manassés (PSL), que, junto com Nilton Viana, responsável pelo setor dos Transportes, fizeram a entrega de uma placa alusiva à data.
Estimado pela conduta correta e admirado pelo trabalho exemplar – ele dirigiu para 21 presidentes do Legislativo, desde os anos 50 do século passado – Everaldino ficou emocionado com a homenagem dos colegas e com a presença dos parlamentares. Para o deputado Angelo Coronel, servidores como Everaldino são um exemplo para as gerações mais jovens, especialmente pelo serviço prestado com correção.
“O trabalho dos motoristas do Legislativo excede em muito a mera tarefa de dirigir um carro, pois envolve confiança, discrição e dedicação, não tem horário fixo, finais de semanas e feriados são sacrificados. Portanto é um privilégio cumprimentar este senhor de 90 anos, que tantos serviços prestou a esta egrégia Casa”, registrou. O deputado Manassés endossou as palavras do presidente e parabenizou o homenageado pela “saúde e longevidade que apontam para uma vida pessoal sem excessos”.
Por seu turno, Nilton Viana, que chegou a conviver com “sêo Everaldino” na ativa, o considera como um verdadeiro “exemplo e fonte de inspiração”. Vice-presidente da Associação dos Funcionários da Assembleia, ele comemorou a presença dos parlamentares naquela “solenidade singela” e disse que o homenageado, mesmo aposentado continuou mantendo seus vínculos com o Legislativo e com os colegas. Presentes os demais dirigentes da Assalba e do Sindsalba, sindicato que congrega os funcionários.
EMOÇÃO
Everaldino de Souza e Silva rememorou alguns dos apertos que passou em sua longa vida no serviço público, iniciada em 1955, portanto, há mais de 60 anos, quando ainda não eram numerosos os automóveis na Bahia, um item para abastados, e a maioria dos deputados seguia para o Parlamento de bonde, a pé ou em “carros de praça”, pois sequer os táxis existiam. Lembrou das dificuldades para manutenção da frota da Assembleia, composta por importados, alguns bem antigos e da dificuldade para encontrar peças de reposição.
Ele revelou que ainda dirige, apesar da idade avançada, viajando pelo Recôncavo e se considera um “privilegiado por Deus”, não apenas pela longevidade, mas também pelo trabalho que executou na Assembleia que lhe permitiu conviver com homens públicos da maior qualidade.
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