Para reforçar a necessidade preservação dos biomas que compõem o território brasileiro, o deputado Marcelino Galo (PT) promoveu sessão especial, na Assembleia Legislativa da Bahia, para debater o tema da Campanha da Fraternidade de 2017 “Biomas brasileiros e defesa da vida”. Na oportunidade, o deputado homenageou a Igreja Católica por plantar essa reflexão na sociedade.
Segundo o proponente da sessão, a preocupação com a preservação do meio ambiente é dever de todos. Marcelino revela que a “conversão ecológica que se requer para criar um dinamismo de mudança duradoura é também uma conversão comunitária que nos exige refletir sobre os modos de vida e de produção e consumo”. Ainda de acordo com o parlamentar, a Campanha da Fraternidade de 2017 vem justamente para fomentar esse pensamento de equilíbrio e manutenção, para que as gerações futuras possam aproveitar a diversidade ambiental.
Dentro deste entendimento, o arcebispo primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, acrescentou que a campanha, além de chamar atenção para a preservação dos seis biomas que integram o país, vem para transformar o cidadão em “um indivíduo multiplicador desta necessidade de mudança de comportamento”. Para o arcebispo, “os brasileiros podem e devem aprender a conviver, com respeito, dentro dos sistemas existentes, isso é cultivar para salvaguardar os direitos das gerações futuras”.
Fabya Reis, secretária de Promoção da Igualdade Racial do Estado, ressaltou que o tema escolhido pela igreja, dialoga com o trabalho realizado pela pasta, de conscientização da população, que influencia diretamente nas comunidades tradicionais – quilombolas, marisqueiras, pescadores e fecho de pasto dentre outras –, que “têm um modo de vida que está em profunda relação com os biomas. A dirigente da pasta chama atenção para os cuidados que essas comunidades adotaram para manter uma relação harmônica no ambiente em que estão instaladas, dentro de uma perspectiva sustentável.
Para o secretário do Meio Ambiente, Geraldo Reis, o tema trazido pela igreja vem em um momento de extrema relevância. O secretário faz referência à crisa hídrica que tem sido tema de debate nos diversos setores do Estado. De acordo com Geraldo, “é salutar a ação conjunta para instalação em uma estratégia global de conscientização e atenção à fauna e flora do planeta”.
ESTUDOS
No âmbito acadêmico, o professor e pesquisador da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Ricardo Dobrovoski, especialista nos biomas Caatinga Cerrado, em suas explanações revelou que as condições desses dois segmentos são preocupantes. O pesquisador salientou a necessidade urgente de políticas de preservação e dissociação da visão de que “a atenção ao meio ambiente e o reconhecimento à sustentabilidade, é um entreve para o desenvolvimento socioeconômico”.
Sobre os biomas costeiros e Mata Atlântica, Miguel Acioly, também professor e pesquisador da Ufba, frisou que no tocante a Mata Atlântica, a faixa correspondente a este bioma está quase que completamente desmatada. No que tange ao bioma costeiro, apesar da rica diversidade do litoral nordestino, uma parcela considerável de espécies correm o risco de desaparecer. Com o mesmo entendimento de Ricardo, Miguel também sustenta a questão da simbiose entre o crescimento econômico e a preservação dos biomas.
Além do proponente da sessão, deputado Marcelino Galo, e do arcebispo do país, Dom Murilo Krieger, estavam presentes os deputado Alex da Piatã (PSD) e Maria del Carmen, o padre Zé Carlos de Ação Social Arquidiocesana (ASA), Agnaldo Borges da Renovação Carismática Católica; Adelaide Xavier da pastoral da Saúde e o ex-deputado estadual Yulo Oiticica.
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