O apoio às manifestações contra o projeto de Reforma da Previdência, do Governo Federal, marcou a reunião de ontem da Comissão dos Direitos da Mulher. O colegiado também aprovou uma série de audiências públicas sobre os impactos das mudanças previdenciárias na vida das mulheres.
“Primeiramente, fora Temer e não à Reforma da Previdência. Quero destacar as manifestações que ocorrem em Salvador e em todo o país contra o ataque do governo golpista aos direitos dos trabalhadores. Nós, mulheres, seremos atingidas em cheio com as modificações e não podemos nos calar”, disse a presidente da comissão, deputada Luiza Maia (PT).
Já a deputada Fabíola Mansur (PSB) destacou que todas as parlamentares concordam que a aprovação da Reforma na Previdência trará danos irreparáveis ao gênero feminino. Ela também propôs a criação de uma CPI sobre o déficit na atenção básica à Saúde em Salvador. “A cobertura é de apenas 36%, quando a orientação é de 100% nos municípios”, declarou.
Enquanto o jurídico do colegiado analisará a viabilidade da CPI, a deputada Maria del Carmen (PT) sugeriu a realização de uma audiência pública sobre o tema. “Assim, podemos convidar representantes da Secretaria de Saúde do município e do Conselho de Saúde da capital”, afirmou.
A deputada Mirela Macêdo (PSD) também fez referência à necessidade de se fortalecer as políticas de saúde voltadas para a mulher.
O colegiado aprovou ainda uma visita ao Hospital da Mulher, com data a ser definida, audiências públicas nos dias 22, 23 e 29 de março, uma sessão especial no dia 30, encerrando o Março Mulher, e uma moção de aplausos à Ambev pela mudança no modo como a mulher é retratada nas propagandas da cerveja Skol.
REDES SOCIAIS