Em reverência à memória do jornalista Jorge Calmon, a Assembleia Legislativa e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) abriram, na manhã de ontem, no Saguão Josaphat Marinho, mostra com 20 fotografias de autoria de Valter Lessa que registraram momentos do homenageado ao lado de autoridades, amigos, familiares e personalidades baianas.
A exposição foi aberta pelo presidente da ABI Walter Pinheiro, que lembrou do período em que a Assembleia Legislativa funcionou na sede da ABI. Em meio às homenagens aos que integraram a Constituinte de 1947, a primeira após a ditadura de Vargas, Walter destacou o legado deixado por Jorge Calmon tanto no jornalismo, quanto no direito, na cultura e, principalmente, na política da Bahia. Para o presidente da ABI, “homenagear Jorge é reconhecer sua participação viva, na formação de setores importantes da Bahia”.
Descrevendo o pai como “um amigo presente e um exemplo de profissional”, Jorge Calmon Filho declarou que a exposição trazida para a Assembleia Legislativa, além do reconhecimento à atuação do pai dentro da Casa, onde exerceu dois mandatos como deputado entre os anos de 1947 a 1955, é também um “tributo a todos aqueles que participaram ativamente da Constituinte de 1947”.
As imagens da mostra são do acervo particular do fotógrafo e curador da exposição, Valter Lessa, que buscou reunir imagens que traduzissem da melhor forma a trajetória de Jorge Calmon, “um professor cortês e atencioso”, como descreve Lessa. Ele também pontua que todas as vezes em que precisou fazer algum trabalho recorreu ao “mestre” para realizar o mesmo com ética e cuidado.
O deputado Manassés (PSL) parabenizou a vinda da mostra para a Casa e ressaltou que, além do legado deixado por Jorge Calmon, a exposição é uma congratulação aos 70 anos da Constituinte de 1947. Fernanda Alencar, diretora da Escola do Legislativo, pontuou que a mostra é uma aula de história para o grande volume de pessoas que transitam pela Assembleia diariamente.
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