Diante dos casos confirmados de febre amarela em estados que fazem divisa com a Bahia, a Comissão de Saúde e Saneamento, presidida pelo deputado Alex da Piatã (PSD), pautou ontem, em audiência pública, as ações de combate, prevenção e controle da doença promovidas pela Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab). Segundo dados do Ministério da Saúde existem dois tipos de febre amarela. A silvestre é transmitida pelo mosquitos haemagogus e o sabethes, comuns em matas e beira de rios. A urbana é transmitida pelo aedes aegypti. De acordo com Maria Aparecida Figueredo, diretora da Vigilância Epidemiológica da Sesab, foram registrados no estado, até o dia 2 de março, 16 casos que estão sob investigação, dos quais sete já foram descartados.
Maria Aparecida também afirma que todas as medidas de prevenção e combate aos dois tipos da doença registrados pelo Ministério estão sendo tomadas pela secretaria. “Estamos intensificando as políticas informativas, principalmente no que tange aos trabalhadores rurais, que estão mais expostos à doença do tipo silvestre”. Ela ainda pontua que os moradores das localidades do Oeste e Extremo Sul, sob suspeita de ocorrência da febre, estão sendo vacinados. A diretora do Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Moniz (Lacen), Zuinara Maia, afirma que as medidas de saúde pública e vigilância sanitária estão sendo meticulosamente seguidas pela Sesab. Zuinara acrescenta que o contato entre as secretarias municipais e seus núcleos com a Sesab, através dos mecanismos disponibilizados, como salas de saúde, são fundamentais para melhor eficácia das políticas implementadas pelo estado.
INTEGRAÇÃO
Sobre a troca de informações entre as prefeituras e a Secretaria da Saúde do Estado, a deputada Fabíola Mansur (PSB) destacou o bom trabalho informativo que tem sido feito pelas salas estaduais e municipais de saúde, que têm orientado as secretarias municipais sobre como conduzir as políticas de prevenção e combate. E municiado o poder público estadual com dados para redirecionar ou até mesmo intensificar as tratativas sobre a doença.
Para José de Arimateia (PRB), apesar de não haver registros de casos da febre na Bahia, a audiência foi uma oportunidade para pontuar questões importantes como a relevância do envolvimento e trabalho integrado entre Ministério da Saúde, prefeituras e Estado no combate eficaz e direta à doença.
Presidente do colegiado, Alex da Piatã revela que as informações são fundamentais para que o cidadão possa tomar as devidas precações sobre a doença. E para intensificar a rede informativa, o parlamentar solicitou da diretora de epidemiologia da Sesab o envio para a comissão de boletins com dados atualizados sobre a febre amarela na Bahia. O objetivo de Alex da Piatã é passar essas informações para os demais parlamentares e também para os demais parlamentares e também para as lideranças do interior da Bahia.
REDES SOCIAIS