O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel (PSD), parabenizou o Governo do Estado e a Prefeitura de Salvador pela realização conjunta do Carnaval deste ano. “A festa do Momo na primeira capital brasileira foi realizada este ano a quatro mãos. Mãos responsáveis. Mãos criativas. Mãos de chefes de Executivos que entenderam que a festa pertence ao povo, por ele é feita e a ele deve ser dedicada”, observou Coronel, na moção de aplauso apresentada na Assembleia.
Para o deputado, governo e prefeitura conseguiram trabalhar em harmonia e com maturidade administrativa para realizar a maior festa de rua do planeta. “Melhor para as milhares de pessoas que estiveram diariamente nos setes circuitos da festa – Dodô, Osmar, Batatinha, Riachão, Sérgio Bezerra, Orlando Tapajós e Mestre Bimba – durante os seis dias oficiais de folia”.
Coronel lembrou que o Carnaval deste ano teve como tema Cidade da Música (referência ao título que Salvador recebeu recentemente da Unesco) e presto homenagem aos artistas pelos 50 anos do Tropicalismo – movimento que sacudiu a música e a cultura brasileira nos de 1967 e 1968, com a participação de expoentes da música baiana como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tom Zé, José Carlos Capinam, entre outros.
O presidente do parlamento estadual destacou ainda que a festa deste ano foi, sem dúvida, o Carnaval da pipoca. E lembrou que, pela primeira vez, o número de atrações de graça superou os blocos pagos. “A proposta foi clara: menos cordas, mais foliões livres nas ruas. Mais fantasias, menos abadás. Foi quase a retomada dos antigos carnavais”, afirmou ele, na moção.
De acordo com Coronel, os investimentos oficiais foram condizentes com o tamanho da folia. Somados, acrescentou, foram mais de R$ 90 milhões investidos pelo governo do estado e prefeitura de Salvador – em grande parte recursos provenientes de patrocinadores privados. “Como legado financeiro, a capital baiana teve uma movimentação econômica da ordem de R$ 1,5 bilhão, recebeu milhares de turistas e gerou um número considerável de empregos diretos e indiretos”.
A atuação das duas esferas de poder, reforçou Coronel no documento, assegurou mais de 400 atrações para o folião, além de 171 shows e performances artísticas em palcos montados no Pelourinho e adjacências. Em relação especificamente ao trabalho da prefeitura, o deputado elogiou “a limpeza e o transporte eficientes, sem contar com o funcionamento das creches para que os pais pudessem brincar a festa”.
Em relação ao governo estadual, o presidente da Assembleia destacou os quesitos saúde e segurança. Ele citou os 46 portais de abordagem nos circuitos, com o uso de detectores de metais para fazer a primeira varredura de armas e similares.
Além disso, Coronel apontou o monitoramento da cidade, com 250 câmeras mostrando tudo que acontecia em tempo real. Destacou ainda a atuação, em Salvador e em outros 31 municípios, de 25 mil profissionais de segurança, entre civis, militares, bombeiros e técnicos. “Os registros de lesão corporal sofreram uma queda de 44% em relação ao Carnaval anterior”, afirmou ele, lamentando no entanto a ocorrência de duas mortes na festa.
A estrutura concebida para a saúde também atendeu, na avaliação de Coronel, com presteza toda demanda gerada pela festa. “Foram montados plantões especiais com equipes de profissionais multidisciplinares no Hospital Geral do estado (HGE) e nos hospitais Roberto Santos, Ernesto Simões e Menandro de Farias, sem contar dois postos de detecção de HIV/Aids, sífilis e hepatites virais instalados na Barra e Ondina”, lembrou o deputado, ao concluir a moção.
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