Através de uma moção, o deputado pefelista elogiou a história de glórias da corporação
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A passagem do 111º aniversário da criação do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar da Bahia mereceu uma homenagem especial do deputado Heraldo Rocha (PFL). Ele apresentou na Assembléia Legislativa uma moção de congratulações e louvor na qual contou a origem da instituição, fundada em 26 de dezembro de 1894 pelo então prefeito de Salvador, José Luiz de Almeida Couto.
"Quando foi criado, o Corpo de Bombeiros de Salvador tinha um efetivo de seis oficiais e 23 praças, sob o comando do capitão Leovigildo Cavalcante de Melo", observou Heraldo Rocha. Ele relatou ainda que um pouco mais tarde, em 1912, visando o aperfeiçoamento dos serviços prestados ao município, a prefeitura importou da Inglaterra diversos equipamentos relacionados à tarefa de combate a incêndios, a exemplo de auto-bombas, auto-escadas e ambulância.
Em maio de 1917, continuou o autor da moção, foi inaugurado o Quartel da Praça dos Veteranos. Já em 1962, o Corpo de Bombeiros de Salvador foi transferido para o Estado e incorporado à Força Pública. Anteriormente, de 1932 a 1938, o Corpo de Bombeiros foi comandado por oficiais do Exército Brasileiro, que introduziram diversas práticas esportivas na corporação, visando o aperfeiçoamento físico de todos os militares engajados nesta atividade.
Em 1938, o Corpo de Bombeiros retornou à Prefeitura de Salvador. Em 1946, foi inaugurado, na Calçada, o Posto Almeida Couto, em homenagem ao patrono da instituição. "Durante sua história, o controle do Corpo de Bombeiros passou algumas vezes da prefeitura para o estado, até que no dia 7 de novembro de 1982, Antonio Carlos Magalhães, então governador da Bahia, sancionou a Lei Estadual nº 4.075, criando na Polícia Militar o Comando do Corpo de Bombeiros", relata.
No dia primeiro de janeiro de 1984, o comando do Corpo de Bombeiros iniciou suas atividades. Em 1990, foram criados os postos de guarda-vidas para salvaguardar as praias da cidade. "Depois de implantado na capital e já prevendo a necessidade de expansão dos serviços de combate a sinistros, o coronel PM Raimundo Ramos de Souza determinou que o Corpo de Bombeiros fosse interiorizado, criando unidades em várias regiões do estado", explicou Heraldo Rocha no documento.
De acordo com o deputado, foram vários os episódios em que o papel do Corpo de Bombeiros foi de vital importância para o bem-estar dos baianos. Porém, acrescentou, um grande infortúnio registra-se também na sua briosa história. Trata-se da tragédia do Beco do Frazão ? localizado no Taboão, em Salvador - ocorrida em 1935, quando houve um grande desmoronamento de terra que soterrou várias pessoas. "Diante desse quadro, os bombeiros prontamente colocaram-se a postos. Entretanto, com o desenrolar dos fatos, um oficial e sete praças foram soterrados quando trabalhavam no resgate as vítimas", contou Heraldo Rocha, acrescentando que esse acidente continua vivo até hoje na memória de muitos baianos.
Além de fazer uma breve retrospetiva da história do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar da Bahia (hoje assim denominado), o deputado fez questão também de render suas honras a coragem dos bombeiros. "Estes, sim, cidadãos de dignidade singular que são chamados, com justa razão e propriedade, de anjos do fogo, pois os riscos aos quais estão expostos em seu cotidiano são conhecidos por todos nós e não somente os horrores causados por momentos como o do Beco do Frazão", destacou.
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