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Fabíola Mansur saúda aniversário de Waldir Pires

Publicado em: 21/10/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

Socialista fez questão de elogiar a longa trajetória do ex-governador da Bahia
Foto: Arquivo/Agência-Alba
“Homem público de valor inestimável e que enche de orgulho todos que têm o privilégio da sua convivência e aqueles que sabem da sua biografia”. Essas foram as palavras da deputada Fabíola Mansur (PSB) ao descrever em finas linhas, sua deferência ao ex-governador e então vereador de Salvador, Waldir Pires, que completou ontem, 21 de outubro 90 anos.

Além de chefe máximo do estado da Bahia, Waldir Pires soma à sua singular carreira política, as exemplares atuações à frente dos ministérios da Previdência, da Defesa e da Controladoria-Geral da União, foi deputado estadual e deputado federal. Atualmente, Waldir vem agregando sua experiência nos debates na atual legislatura municipal. 

Dono de uma biografia riquíssima, Francisco Waldir Pires de Souza nasceu em 21 de outubro de 1926, na cidade de Acajutiba, no Nordeste da Bahia. Aos 16 anos mudou-se para Salvador, onde iniciou sua vida política no movimento estudantil, dentro da campanha anti-fascista. Foi orador da turma de Direito de 1949. A coerência e sua oralidade logo chamaram à atenção e lotavam as dependências do Fórum Ruy Barbosa, inaugurado naquele ano. Entre os presentes, o governador Octávio Mangabeira, Antonio Balbino e Régis Pacheco. 

Como governador, Waldir demonstrou suas qualificações de homem público: com cordialidade, exercia a alta política, coordenando as relações do governador com seus secretários. Ao fim do governo, com o distanciamento entre Balbino e Régis, optou pela coerência: ficou ao lado de Balbino, líder do PSD, que o indicara ao cargo. Em 1954, Waldir se elegeu deputado estadual. Tornou-se peça-chave, ao lado do amigo e companheiro Raimundo Reis, na sustentação do governo de Antonio Balbino. Era o início de sua vida parlamentar. Em 1958, venceu a eleição para deputado federal e se credenciou como candidato ao governo do Estado, em 1962.
 
Em 1963, o presidente João Goulart convidou Waldir para o cargo de Consultor Geral da República. Na função, ajudou a elaborar, entre outros importantes marcos jurídicos, a Lei de Remessa de Lucros e Dividendos e a Lei de Reforma Agrária. Paralelamente, era professor de Direito Constitucional da UnB (Universidade de Brasília), sonho educacional de seu amigo, Darcy Ribeiro. Com o golpe de 1964, os dois se uniram para afirmar a legitimidade do presidente João Goulart, que já se encontrava a caminho do exílio no Uruguai. Não saíram vitoriosos, mas Darcy e Waldir, num gesto jamais esquecido, foram os últimos a deixarem o Palácio do Planalto. Resistiram quando ainda havia os mais remotos sinais de resistência. 

Na década de 1970, retornou ao Brasil, sem poder, retoma suas atividades políticas sem ter a segurança de voltar a residir na Bahia. Em 1989, disputou a convenção nacional do PMDB para ser candida
to à presidência da República. Perdeu para Ulysses Guimarães, firmaram uma aliança e Waldir foi vice da chapa de Ulysses à Presidência. 
Em 2002, com a vitória de Lula, foi convidado para a Controladoria Geral da União (CGU), onde iniciou um trabalho inédito de fiscalização das verbas federais. Sua atuação da CGU se fez notar em investigações exemplares, como a máfia das ambulâncias, em parceria com a Polícia Federal e o Ministério Público.

Para Fabíola Mansur, “a vida de Waldir Pires é muito maior do que qualquer argumento que possa ser acrescentado na presente moção”. Ainda no documento, a deputada ressalta a aguerrida defesa de Waldir á democracia, do Estado Democrático de Direito e seu compromisso com as transformações sociais do Brasil. “Um homem de ideal, o seu ânimo de lutar, sem descanso, pela construção de um País sem injustiças sociais, políticas e humanas, é um exemplo para o mundo”, finaliza Fabíola.



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