Mais uma vez, os deputados da Assembléia Legislativa entraram pela noite analisando projetos que estão na ordem do dia e buscando acordo para votação do Orçamento, através de exaustivas negociações. A semana, aliás, tem sido marcada por longos debates. Os dois projetos que começaram a ser discutidos na terça-feira, por exemplo, só foram aprovados a uma hora da madrugada do dia seguinte.
Ontem, a maratona de debates voltou a se repetir. Até às 19h, os parlamentares ainda estavam apreciando o primeiro dos três projetos constantes na pauta do dia. A matéria, relatada em plenário por Antonio Rodrigues (PFL), trata da reestruturação dos cargos da Procuradoria. Além deste, os parlamentares iam analisar um que autoriza o Poder Executivo a doar, em nome do estado, imóvel de sua propriedade à Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Sudic) e outro que propunha a alteração da estrutura de cargos em comissão da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac).
FORMALIDADES
Durante toda a sessão, os integrantes das bancadas do governo e da oposição discutiram as possibilidades de acordo para que o Orçamento pudesse ser votado ainda ontem. Porém, para que a matéria fosse votada era necessária a dispensa de formalidades regimentais tanto por parte dos líderes da maioria e da minoria, Paulo Azi (PFL) e Roberto Carlos (PDT), respectivamente, como do líder do PMDB (partido independente), Targino Machado. Este último, porém, não concordou em apor sua assinatura porque estava inclusa a questão do subteto do Poder Judiciário e Ministério Público, com a qual ele divergia.
Diante do impasse, a previsão era que a sessão novamente se estendesse pela madrugada, apesar da possibilidade de acordo não estar totalmente descartada.
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