Vestido em um terno de linho branco, como é de seu costume, Clarindo Silva recebeu amigos e personalidades baianas que foram prestigiar o lançamento do livro de crônicas “Memórias da Cantina da Lua”, escrito por ele e editado pela Assembleia Legislativa da Bahia. Entre as presenças estava o próprio presidente da Assembleia, deputado Marcelo Nilo (PSL), que foi homenageado por Clarindo com uma placa que ficará exposta no restaurante localizado no Terreiro de Jesus, cenário de boa parte das histórias contadas na obra.
Nilo ficou comovido com a homenagem. “Ter um placa em minha homenagem na Cantina da Lua, colocada por Clarindo Silva, realmente é uma grande emoção”, contou o deputado, após o lançamento do livro. “Mais do que uma homenagem a Marcelo Nilo, ao presidente da Assembleia, esta placa é uma homenagem à Assembleia, que nos últimos anos contribuiu com a cultura e história da Bahia ao editar 179 livros sobre personalidades dos mais diversos segmentos”, acrescentou ele.
HISTÓRIA
No livro de 148 páginas, Clarindo mergulha na história e nas inspirações de personalidades das artes baianas, políticos, jornalistas e escritores, além de uma descrição de momentos de vida e de toda representatividade da Cantina para a Bahia. Nomes como o do ex-vereador Germano Tabacof, do deputado federal Antônio Imbassay, do sociólogo Gey Espinheira, da escritora e poetisa Cristina da Costa, além de jornalistas como Anísio Félix, Egnaldo Araújo e Tasso Franco, dentre outros, integram a extensa lista de personalidades que registraram suas vivências e convivências na Cantina da Lua.
Além de relembrar momentos que a Cantina testemunhou, o livro não deixa de ser uma reflexão para o autor, Clarindo Silva, que em algumas páginas narra um pouco da sua trajetória, quando saiu da cidade de Conceição do Almeida, no Recôncavo Baiano, e desembarcou no cais do porto do antigo Marcado Modelo, para ser um dos ícones do Centro Histórico de Salvador.
São 70 páginas dedicadas à Cantina, que Clarindo intitulou “Uma vida chamada Cantina da Lua”, onde ele traça os rumos que o levaram a ser o Clarindo, dono da famosa cantina do Pelourinho. “O estilo é apenas a vontade de não deixar sem memória tantas situações, tantos envolvimentos leais, passado que resguarda empolgações e justifica a fraternidade os cidadãos e o modo de vida de uma terra iluminada”, conta Clarindo.
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