Com o intuito de desconstruir o atual “entendimento equivocado sobre a naturalidade de atos de corrupção e a constante prática do jeitinho brasileiro que burla normas e regras vigentes no país”, o deputado Roberto Carlos (PDT) apresentou, para votação na Assembleia, projeto de lei que pretende somar ao currículo escolar do estado a disciplina “Educação Moral e Ética”.
Além de reafirmar valores como ética, moral e sociedade, a matéria também pretende resgatar e estimular a participação de jovens na política baiana. A proposição aponta que segundo o último ranking da corrupção organizado pela Transparência Internacional e divulgado em dezembro de 2014, que mede o índice de percepção da corrupção, o Brasil aparece em 69ª posição entre os 175 países.
Roberto Carlos destaca que a frequência de denúncias e a falta de punições criou uma imagem de que a política brasileira é necessariamente corrupta. De acordo com o deputado, estudos apontam que essa noção é equivocada e contribui para que a corrupção seja aceita de forma quase natural. O projeto de lei também define que o conteúdo programático incluirá, entre outros temas, aspectos da sociologia e da corrupção cotidiana, desde a pequena à grande corrupção, a história da corrupção no Brasil, a educação fiscal e os prejuízos que a corrupção causa na sociedade, bem como sobre as consequências da corrupção no bem-estar do cidadão.
Considerando que ultimamente o país vem buscando expurgar a corrupção do seio social, o autor da proposta destaca a importância das escolas no processo de estimular no cidadão o interesse pela política. Para Roberto Carlos, a falta de envolvimento da sociedade ainda é um dos principais problemas do combate à corrupção.
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