Foi uma festa entre fotógrafos o lançamento do livro Avenida Sete de Setembro, do engenheiro, fotógrafo e escritor José Spínola, na sede do Conselho Regional de Engenharia, Crea, no vale do Ogunjá. A pesquisa que embasou o trabalho começou em 2005 e durou dez anos, sendo o desdobramento de palestras realizadas pelo professor Cid Teixeira no Crea, expandidas pelo autor com documentação escrita e fotográfica. A deputada Maria del Carmen (PT), engenheira civil, formada pela Universidade Federal da Bahia, representou o presidente Marcelo Nilo, e louvou o trabalho realizado pelo autor, “um documento que preserva as raízes, acompanha a evolução e documenta a nossa querida Avenida Sete de Setembro”.
Também engenheiro civil e amante da fotografia, bem como da história de Salvador, o deputado Marcelo Nilo disse que um livro de tão alta qualidade terá impacto positivo para o programa editorial executado pelo Legislativo. Para ele, a qualidade das imagens (inclusive daquelas recuperadas pelo autor) tem a capacidade de emocionar a todos, além da publicação reunir ordenadamente informações sobre a evolução dessa artéria tão importante de nossa capital. Agradou-lhe em especial poder rememorar a história da sua escola, a Politécnica, que é “linkada” com a Fundação Polítécnica, entidade ativa, que dá nome ao conjunto de edifícios e galerias que frequentou quando estudante – uma galeria que antecedeu aos shoppings centers no exato local onde a Faculdade de Engenharia funcionou.
CONFRADES
A iniciativa de José Spínola foi apoiada pela Confraria Fotográfica, que reúne amantes da fotografia e é presididaa por Luzinete Martinez. No lançamento, o “confrade” Antônio Brandão Lima tratou brevemente da gênese da obra e do trabalho meticuloso do autor, não apenas na pesquisa que lastreou o texto do volume, mas na excelência de seu trabalho como fotógrafo que ele (Spínola), do alto de sua simplicidade, timidez e desprendimento insiste em tratar como amadora. Adiantou ainda a elevada qualidade de outro trabalho do engenheiro que envolve as igrejas de Salvador, obra que impressionou ao arcebispo dom Murilo Krieger, que ele levou a Firenze, Itália, para conhecimento e deleite da alta hierarquia da Igreja Católica – outro trabalho a ser editado e lançado. Antônio Brandão registrou a amplitude do trabalho editorial da Assembleia, que “não só legisla, mas faz cultura”, agradecendo em nome da confraria.
No curto pronunciamento, José Spínola falou sobre o apoio da Assembleia, elogiando o programa editorial ampliado pelo deputado Marcelo Nilo, e o trabalho paciente e meticuloso da P55, empresa encarregada das diversas etapas da edição e pré impressão do seu trabalho. Disse que a decisão de realizar essa empreitada veio após o professor Cid Teixeira (de quem ficou amigo) atendendo a solicitação do Crea fazer cinco palestras sobre temas que envolvem a engenharia (fundação e desenvolvimento de Salvador, implantação das linhas de bondes entre outros) e uma específica sobre a independência da Bahia.
Encantado com a qualidade da informação e eruditismo do historiador, bem como incomodado com a perda desse conteúdo apenas oral e o uso de referências distantes das novas gerações – tipo tal fato aconteceu ali onde ficava o Médicos dos Relógios, estabelecimento não mais existente – ele mergulhou nas palestras, documentando-as também visualmente. Spínola também criou e manteve um site com material do professor Cid Teixeira e, incentivado por amigos, decidiu perenizar o trabalho concernente à avenida Sete de Setembro, conseguindo o apoio da AL. Ele pretende realizar outras solenidades para lançamento e distribuição do livro e finaliza “aquele” que pode ser outra publicação sobre as igrejas de Salvador.
No lançamento, foi exibido um “slide show” com imagens variadas da avenida Sete de Setembro feita por oito dos integrantes da Confraria Fotográfica, com as imagens sendo comentadas por José Spínola. Trabalho igualmente elogiado pelo Assessor para Assuntos de Cultura do Legislativo, professor Délio Pinheiro, que se declarou “encantado” com o resultado final do livro Avenida Sete de Setembro. Ele parabenizou vivamente o autor por seu profissionalismo como fotógrafo “nada amador” e pesquisador minucioso, revelando que foi benfazeja coincidência a ida de José Spínola ao Legislativo justo quando se buscava uma publicação capaz de marcar o transcurso da Avenida Sete. “Obtivemos um presente, muito melhor do que o desejado e a qualidade do processo recebeu imediatamente o aval da Mesa Diretora da Casa para publicação desse belo livro”.
Ele informa que livro possui 140 páginas e é uma publicação especial. Um trabalho com capa dura, em policromia, impresso em papel couchê, com tamanho diferenciado e corte horizontal. As fotografias atuais, a partir de 2005 são de José Spínola, mas o volume resgata também imagens de Edgard de Cerqueira Falcão (Relíquias da Bahia) e Gilberto Ferrez (Velhas Fotografias da Bahia).
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