Os municípios de Cícero Dantas, Aporá e Ribeira do Amparo foram homenageados na Assembleia Legislativa da Bahia pela deputada Fátima Nunes (PT). Em moções de congratulações apresentadas na Casa, a deputada destacou a passagem dos aniversários de emancipação política de Aporá e Ribeira do Amparo e lembrou da tradicional Festa de Nossa Senhora do Bom Conselho, padroeira de Cícero Dantas.
A festa de Nossa Senhora do Bom Conselho aconteceu no último dia 15 de agosto e é muito popular em Cícero Dantas. A padroeira é louvada com novena, missa solene, além de festa de largo, caracterizada por apresentações musicais e teatrais, desfile de vaqueiros e folguedos folclóricos.
De acordo com Fátima Nunes, os primeiros habitantes das terras onde está localizado o município de Cícero Dantas foram indígenas. No século XVII, bandeirantes em busca de aventuras, embrenharam-se através dos sertões da Bahia, deixando na sua passagem, onde outrora apenas havia matas densas e hostis, pequenas comunidades como a que se formou onde hoje está situada a cidade de Cícero Dantas.
Em 1812, o missionário Frei Apolônio Todi construiu, na localidade que recebeu o nome de Bom Conselho, uma capela para ministrar à população os princípios da religião católica. Com a chegada de novos colonos que ali se fixaram com as suas famílias, atraídos pela fertilidade das terras, que se dedicaram à agricultura e à criação de gado, o povoado de Bom Conselho experimentou um natural surto de progresso e a santa virou padroeira da localidade.
Em outra moção, Fátima Nunes parabenizou a população de Ribeira do Amparo pela passagem do 58º aniversário de emancipação política, no último dia 14 de agosto. No documento, ela contou que o município é um grande produtor de castanha de caju e tem uma população estimada em aproximadamente 15 mil habitantes.
Segundo a deputada, o município possui três grandes distritos (Raspador, Barrocas e Boa Hora) e diversos povoados como (Pimentel, Lages, Canas, Bangolá, 1001, Maria Preta, Baixa da Jurema, Baixa do Umbuzeiro, Baixa do Salgado, Pinto, Bariri, Avenida, Loredo, Bom Sucesso, Fervente, Caatinga, Rio Fundo). No início da colonização, explicou ela no documento, havia uma aldeia indígena na região. No local foi construído um templo dedicado à Nossa Senhora do Amparo, com a finalidade de catequese, em local denominado Ribeira do Pau Grande, atraindo inúmeras famílias que lá se instalaram.
O município foi criado com o território desmembrado de Pombal (atual Ribeira do Pombal), por Ato Estadual de 17 de dezembro de 1890, com a denominação de Vila do Amparo. Extinto em 1931, tendo seu território foi anexado a Cipó. Em 1943, na condição de distrito de Cipó, teve o topônimo alterado para Ribeira do Amparo. Foi restaurado como município por Lei Estadual de 14 de agosto de 1958, com os territórios dos distritos de Ribeira do Amparo e de Heliópolis, desmembrados de Cipó.
Por fim, a parlamentar petista homenageou a população de Ancorá, que também completou 58 anos de fundação no último dia 14. “Os aporaenses têm muito do que se orgulhar, haja vista terem nascido numa cidade onde as riquezas naturais saltam aos olhos”, afirmou ela, citando os rios que atravessam o município: Quatis, Gangu, Pamonhas e Papagaio e também o Açude de Itamira.
“Estivemos lado a lado com o cidadão aporaense na eleição histórica do Prefeito Zé Raimundo, o nosso Zé do Povo, que obteve 59% dos votos válidos nas eleições de 2012. Não nos distanciamos do município quando, fatidicamente, tivemos que nos despedir do nosso Zé do Povo, morto de maneira tão trágica e inesperada”, acrescentou Fátima, ao concluir o documento.
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