O plenário da Assembléia Legislativa transformou-se na tarde de ontem em um altar de louvação a Deus por causa das comemorações pelos 100 anos de atuação da Igreja Adventista do 7º Dia na Bahia. A iniciativa da celebração, que ocorreu através de uma sessão especial, foi do deputado Pedro Alcântara (PL).
O parlamentar, aliás, iniciou seu discurso de saudação professando sua fé católica e o respeito às religiões. "Sou católico, batizado, cumpridor dos 10 mandamentos, temente a Deus e seguidor de todos os seus ensinamentos. Mas, respeito e valorizo aqueles que sabem amar ao próximo. E ninguém melhor do que esta instituição poderia nos dar este bom exemplo, depois de tantos anos de luta, conseguindo sempre estar no pódio entre as instituições destacadas na área social", elogiou, acrescentando que era uma "honra" falar sobre uma Igreja que é motivo de orgulho para toda a sociedade.
Em seguida, Pedro Alcântara lembrou que a Igreja Adventista do 7º Dia tem esta denominação devido a duas crenças, baseadas na Bíblia: a 2ª volta de Jesus Cristo e a guarda do sábado como dia de repouso.
Após estas considerações, o parlamentar destacou que a primeira ligação da Bahia com o adventismo ocorreu antes mesmo da mensagem adventista chegar ao Brasil. "No diário do navegador José Bates, que se tornou pioneiro, é encontrado o registro de que quando ainda estudante das doutrinas do Advento chegou à Bahia, exatamente na Bahia de Todos os Santos", informa.
Já em 1912, prosseguiu o proponente da sessão, chega para morar em Salvador o religioso Manoel Küipel, em uma rua do bairro da Saúde. "Aqui ficou até 1915. Neste período já tinha informações, por carta, de que no interior havia movimentos de guardadores do sábado. Isso na cidade de Santana, cerca de 960 km de Salvador", relata.
As primeiras tentativas para estabelecer uma missão na Bahia, segundo Pedro Alcântara, ocorreram por volta de 1920. "Devido à imensa área a ser evangelizada e o pequeno número de obreiros, os lugares onde já havia adventistas estavam sofrendo muito por falta de atenção pastoral", destacou, afirmando que para suprir esta necessidade e promover o avanço do evangelho, a União Esta Brasileira, sob a liderança do pastor Frederico Spies, decidiu criar a missão baiana.
A partir de então, a instituição cresceu e se fortaleceu, contando hoje com 105 mil membros, uma faculdade, 60 escolas de nível médio e fundamental, além de atuar em campanhas de saúde e prevenção de doenças, mediante ação dos clubes de desbravadores e da agência de desenvolvimento, conforme assinalou o deputado.
DEPOIMENTOS
Após a fala de Alcântara, diversos oradores ocuparam a tribuna. O primeiro deles foi o pastor Jesuíno Gomes da Silva. Ele garantiu que o objetivo principal da Igreja é servir à sociedade, à pátria e a Deus. "A Igreja não tem só a dimensão espiritual, mas também a intelectual e social. Por isso, buscamos educar e formar cidadãos, além de atender às necessidades das comundiades, doando cestas básicas para as famílias carentes", observou.
O pastor Landerson Santana, diretor da Igreja Adventista, reforçou as palavras de seu irmão de fé e ressaltou que o trabalho da instituição não teria a força que tem se não contasse com parcerias dos poderes públicos, "principalmente do governo do estado".
E o testemunho neste sentido foi dado exatamente pelo secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jorge Khoury, que representou o governador Paulo Souto na sessão e garantiu que o estado vai continuar apoiando as iniciativas que "tragam benefícios para a sociedade". O secretário deu também um testemunho de vida. "Me sinto um pouco fruto da educação adventista, pois estudei naquela entidade em São Paulo", contou.
No final, o presidente da sessão, deputado Eliel Santana (PSC), afirmou que era "uma honra comandar uma reunião histórica que Deus me deu a oportunidade de presidir". Além dos já citados, a mesa dos trabalhos foi composta pelos pastores Ênio Rocha, Elioenai Serpa e Aliomar Araújo.
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