Engenheiro, professor, administrador, jornalista, escritor, empreendedor, político, o multifacetado Arlindo Coelho Fragoso é o personagem do próximo livro a ser publicado através do Assembleia Cultural, programa da Assembleia Legislativa da Bahia. Escrita pelo professor Caiuby Alves da Costa, a obra Arlindo Fragoso – o construtor de futuros será lançada na próxima sexta-feira, dia 29, no espaço cultural que leva o nome do biografado na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba).
A escolha do lugar para o lançamento da obra não foi por acaso. Baiano de Santo Amaro, Arlindo Fragoso é considerado o melhor diretor que já passou pela Escola Politécnica. “Diz-se que uma árvore pode ser conhecida pelos seus frutos”, escreveu Caiuby, na apresentação do livro. “No caso de Arlindo, seus frutos são perenes. Aí estão o Instituto Politécnico da Bahia, fundado em 1896, a Escola Politécnica da Bahia, fundada em 1897, a Academia de Letras da Bahia, fundada em 1917”.
De acordo com o autor, também são frutos seus a Avenida Sete de Setembro e diversas outras obras físicas, como a implantação do Relógio de São Pedro. Mas Caiuby explica que, apesar da vida pública do biografo estar fartamente registrada, pouco se sabe sobre sua vida pessoal. “Há evidentemente alguns esparsos escritos que levam a inferir que viveu intensamente e de maneira boêmia. Mas são inferências”, explicou.
Para chegar até a publicação do livro, o professor que também foi diretor da Escola Politécnica percorreu um extenso caminho. Primeiro buscou documento na própria escola, depois conversou com historiadores como Cid Teixeira e Consuelo Pondé de Sena, que o levou até Santo Amaro, onde reuniu mais material para a biografia.
Além disso, explicou ele na apresentação, “conversas com Virgildásio Senna, Paulo Segundo da Costa, Guilherme Radel, Mario Mendonça, José Goés de Araújo, Francisco Senna, João Augusto, entre outros, possibilitaram direcionamento para as pesquisas.
O presidente da Assembleia, deputado Marcelo Nilo (PSL), escreveu no prefácio da publicação, que programa editorial da Casa se revelou uma útil ferramenta de marketing cultural, cuja execução rendeu nos últimos anos o resgate de publicações importantes fora dos catálogos há décadas. “Livros significativos encontráveis unicamente em bibliotecas particulares ou sebos foram relançados através do programa, assim como obras importantes foram apresentadas às novas gerações graças a esse mecanismo”, afirmou ele.
Essa é a gênese da coleção Gente da Bahia formada por publicações autorais, sempre ilustradas com fotografias. Foi elaborado ainda um projeto gráfico para marcar essas publicações, conferindo unidade gráfica ao conjunto da obra, porém com flexibilidade para diferenciar um livro do outro. “Acredito que o Poder Legislativo da Bahia presta um serviço público significativo com esse trabalho e com uma produção editorial que supre grave lacuna no campo cultural”, escreveu o presidente da Assembleia, deputado Marcelo Nilo (PSL), no prefácio da obra.
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