Ao se congratular com a população de Irecê pela passagem dos 83 anos de emancipação política, ontem, 31 de maio, a deputada Fabíola Mansur (PSB) contou a história da origem do município. Segundo ela, tudo começou no ano de 1624, quando os holandeses ocuparam a Bahia e Antônio de Brito Corrêa se destacou na luta contra os invasores. “Incumbido pelo rei de Portugal de pacificar a região do São Francisco, Antônio Guedes de Brito entrou em ação e, em pouco tempo, trouxe de volta a paz em toda a região. Como recompensa o rei lhe deu uma sesmaria remuneratória de 160 léguas de terras que abrangia a área de terras de Irecê e de diversas outras cidades da região, transformando-o no maior latifundiário de toda a Bahia”, relatou a deputada em congratulações.
O Conde da Ponte, João de Saldanha da Gama Mello Torres Guedes de Brito e a Condessa da Ponte Maria Constança de Saldanha Oliveira e Souza desmembraram, no dia 21 de fevereiro de 1807, a sesmaria. Retiraram uma porção de terras que denominaram Barra de São Rafael e venderam para Filipe Alves Ferreira e Antônio Teixeira Alves. Foi um marco para a história de Irecê, porque comercializou-se pela primeira vez, os terrenos onde se ergueu a atual cidade de Irecê, conhecida naquela época como Lagoa das Caraíbas ou Brejo das Caraíbas.
“Do grande latifúndio retirou-se uma porção de terras denominada Lagoa Grande que foi vendida a Joaquim Alves Ferreira, Joaquim Gomes Pereira e Domiciano Barbosa Pereira, os quais venderam para João José da Silva Dourado em 29 de Agosto de 1840”, acrescentou ela. Três décadas depois, no ano de 1877, Antônio Alves de Andrade, Hermógenes José Santana, Sabino Badaró, Joaquim José de Sena, Deoclides José de Sena, José Alves de Andrade, Benigno Andrade, entre outros, chegaram em Lagoa das Caraíbas e encontraram abundantemente água, caça e terrenos férteis, requisitos básicos para a sobrevivência deles.
QUIXABEIRA
“Estes moradores habitaram inicialmente embaixo duma quixabeira secular, que se encontra até os dias de hoje, na Avenida Tertuliano Cambuí, no quintal de dona Nita. Depois construíram suas casinhas de enchimento, desmataram parte das terras e começaram a desenvolver a agricultura e a pecuária”, continuou Fabíola.
Segunda ela, anos depois chegaram aqui os herdeiros dos terrenos, entre eles Martiniano Marques Dourado e Clemente Marques Dourado, descendentes de portugueses. “Estes cidadãos e muitos outros promoveram o desenvolvimento de Irecê, produzindo milhares de arroubas de algodão, criando centenas de cabeças de gado e trazendo produtos de fora para serem vendidos entre os habitantes locais”.
A independência política de Irecê aconteceu de fato a partir do ano de 1933, através do decreto 8452, de 31/05/1933, assinado no Palácio do Governo, por Juracy Magalhães, restaurando o então extinto município. De 1933 para cá, não houve mais nenhum retrocesso.
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