O impacto socioambiental da contaminação por metais pesados em Santo Amaro da Purificação preocupa o deputado Heraldo Rocha (PFL), que apresentou indicações ao governo estadual e à prefeitura daquela cidade do Recôncavo baiano pedindo a realização de estudos sobre seus efeitos. Ele protocolou os documentos na Secretaria Geral da Mesa da Assembléia e também pleiteia a realização de uma sessão especial na Casa.
Para ele, a discussão ampla e aberta desse tema completará os estudos, sendo ainda fruto "de vários pedidos da administração municipal de Santo Amaro, da população local e de ambientalistas ligados à questão". Heraldo destaca os efeitos negativos provocados pelo chumbo e cádmio no meio ambiente e na saúde da população de Santo Amaro. "Os fatos", contou ele, "tiveram início a partir do final da década de 50, quando uma fundição primária de chumbo instalou-se na cidade".
De acordo com o parlamentar, em 1993 a empresa produziu um passivo de 500 mil toneladas de escória (resíduo industrial), contendo 2% a 3% de chumbo, e 500 toneladas de cádmio, que foram jogados no ambiente. Diversos estudos científicos, continuou Heraldo, comprovaram a contaminação de grande parte do ecossistema local em virtude desta atividade. Os efeitos persistem até os dias atuais, causando inúmeros danos aos munícipes de Santo Amaro.
"O farto material confeccionado relatando os pormenores quanto à contaminação nos sensibiliza e nos causa profunda comoção, impelindo-nos, contudo, a não medir esforços na busca de uma solução satisfatória, que vise minimizar os grandes malefícios decorrentes deste infortúnio", observou Heraldo Rocha.
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