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Fabíola Mansur apresenta pesar por Myriam Fraga

Publicado em: 17/02/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

Socialista elogiou trajetória da poeta
Foto: Arquivo/Agência-Alba
“Com muito pesar e saudade, apresento essa moção na Assembleia Legislativa da Bahia. Tenho certeza que Myriam Fraga vai brilhar junto a outras estrelas no firmamento”. Essas foram as palavras da deputada Fabíola Mansur (PSB) no documento apresentado à Mesa Diretora da Casa.
Natural de Salvador, Myriam Fraga nasceu em 9 de novembro de 1937. Ainda muito jovem, aos 13 anos, começou a escrever e a ter seus poemas publicados em jornais e revistas da época. Anos mais tarde, em 1964, seu primeiro livro foi publicado pela editora Macunaíma, do cineasta baiano, Glauber Rocha.

No decorrer da sua trajetória literária, Myriam lançou no total 13 livros poéticos e teve seus poemas traduzidos para o inglês, francês e alemão, além de ter participando de diversas antologias nacionais e internacionais.

Ela foi a primeira diretora da Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, escolhida por Jorge Amado nos anos 1980 para dirigir a fundação. Responsável por cuidar do seu acervo, dirigiu com competência e louvor desde a sua fundação, há 30 anos. O local conta com uma exposição permanente de documentos, fotografias e livros do casal Jorge Amado e Zélia Gattai. Também estão expostos prêmios recebidos por Jorge e fotos tiradas por Zélia Gattai, documentando o dia-a-dia do autor. 

Nos anos 80, esteve à frente de projetos pioneiros na Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb). Recentemente, foi a grande defensora da ideia de transformar a Casa do Rio Vermelho, onde Jorge Amado morou com Zélia Gattai, em um centro cultural, o espaço foi aberto ao público em 2014 e é um sucesso. Foi cronista e colunista literária em A Tarde, escreveu biografias.
 
Para Fabíola Mansur, a literatura brasileira perdeu uma grande representante, “uma das principais poetas baianas, um enorme talento, que levou a poesia da Bahia a todos os cantos”. Mulher de posições firmes, mas sem preder a ternura e generosidade, que segundo a parlamentar, partiu deixando de luto a cultura baiana e nacional, “uma perda para a poesia e a criatividade baianas”.

 Myriam sofria de leucemia e estava internada desde o último dia 20 de janeiro. Ela foi diagnosticada com a doença recentemente, estava passando por tratamento brando por não ter idade para um transplante.  


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