Envolvido pelo sentimento de pesar frente a morte da artista baiana Marina Garlen, na madrugada do último domingo, 31 de janeiro, o deputado Bira Corôa (PT), inseriu na ata de trabalhos da Casa Legislativa moção de pesar “por tamanha perda”. Ativista do movimento Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT), Marina Garlen era uma das referências na luta em defesa dos direitos da comunidade.
Em 2015, completou 48 anos de vida e 30 anos de sucesso nos palcos. Marina fez parte do último comitê técnico de cultura LGBT, ligado à Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, tendo contribuído para a garantia dos direitos culturais a pessoas e artistas transexuais, reivindicando sempre o reconhecimento das artes transformistas como um de nossos patrimônios culturais.
Para Bira Corôa, Marina “é um exemplo de amizade, experiência e garra”, uma militante com quem o parlamentar declara ter “tido muito orgulho de suas infinitas qualidades”. Bira Corôa revela que a militância de Marina não se limitava à causa LGBT, mas também na construção de políticas culturais sensíveis a essa população.
TRABALHO
Marina compunha o comitê representativo da sociedade civil, sendo integrante da Associação Nacional de Travestis e Transexuais, e também de diversas iniciativas sobretudo na cidade de Salvador. Ela integrava ainda a - Associação Nacional de Travestis e Transexuais, organização do movimento LGBT.
Pelas contribuições e conquistas na pauta LGBT, Marina foi homenageada em todas as edições da sessão especial LGBT na Assembleia Legislativa da Bahia. Outra importante ação encabeçada por Marina era a questão do uso do nome social, luta que motivou a elaboração de um Projeto de Resolução, em tramitação na AL, para o uso do nome no acesso à Casa e nomeação de novos servidores.
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