Estamos vivendo um período difícil do ponto de vista político e econômico em nosso país. Apesar das dificuldades, fizemos os ajustes necessários e mantivemos uma postura proativa sem cair no pessimismo. Isso contribuiu para que a Bahia não perdesse a sua capacidade de atrair investimentos. Eu concordo com muitos empresários quando eles dizem que essas fases de dificuldades também devem ser momentos que desafiam a nossa criatividade.
No último ano, 118 empreendimentos foram implantados ou ampliados na Bahia, representando um investimento de mais de R$ 6 bilhões e a geração de 25 mil postos diretos de trabalho. Em junho, comemorei a implantação do Complexo Acrílico Basf, em Camaçari, que posiciona a Bahia em um patamar pioneiro da indústria química na América Latina.
Uma das minhas prioridades é consolidar a indústria eólica e solar em nosso Estado e verticalizar sua cadeia produtiva. Essa nossa certeza está ancorada nos 186 projetos de implantação de usinas que perfazem um investimento da ordem de R$ 18,5 bilhões. Há apenas dez anos, a Bahia não possuía qualquer projeto desses tipos de energia renovável. Agora caminhamos para o ser o principal protagonista brasileiro em energia solar e eólica. Exemplos disso são os investimentos da Gamesa, da Torrebras e Tecsis, em Camaçari, e da Torres Eólicas do Nordeste, em Jacobina, na produção de componentes para energia eólica. Algo parecido acontece com a energia solar. Doze empresas venceram os recentes leilões e vão empreender 32 projetos no Estado, com um investimento da ordem de R$ 4,2 bilhões.
Retomamos a produção do polo de calçados tanto no Sudoeste quanto na região do Sisal. As marcas catarinenses Lia Line, Bárbara Krás e Renata Mello ocuparam os galpões industriais deixados pela Azaléia e a Via Uno, e consolidaram a produção em 12 municípios, entre eles Itapetinga, Ibicuí, Maiquinique, Itambé, Coité e Valente. A Ramarim, já atuante em Jequié, se instalou em Santo Antônio de Jesus, ocupando o galpão deixado pela Dal Ponte. Estamos falando da recuperação de mais de 12 mil postos diretos de trabalho.
Como desenvolvimento significa logística, estamos investindo R$ 770 milhões em mais de 1.000 km de estradas, que se somarão aos 8,5 mil Km de rodovias realizados desde 2007. A nossa prioridade foi concluir as obras que já tinham sido iniciadas antes de dar partida nas novas. Para isso, aguardo a autorização para assinar os contratos de empréstimo com os Bancos Mundial e Europeu.
O Governo tem a meta de licitar todos os aeroportos estaduais para que se estabeleça uma parceria com a iniciativa privada para a gestão e eventuais investimentos em modernização e ampliação. Isso vale para todos, inclusive os de Vitória da Conquista, Barreiras, Caravelas, Teixeira de Freitas, Lençóis, Valença e Ilhéus.
Nas próximas semanas, irei à China. Esse é o meu próximo compromisso internacional. Exatamente como na minha primeira viagem, que realizei em outubro, já estamos em contatos com empresas que têm interesse pela Bahia. Elas querem participar do Porto Sul, da Fiol e na Bamim. Eventualmente, podem vir a participar do processo de concessão para a construção e operação da Ferrovia. O Porto Sul e a FIOL são imprescindíveis ao desenvolvimento do Brasil e, sobretudo, da Bahia. Também quero discutir com eles outros projetos estratégicos, entre os quais a Ponte de Itaparica e programas de saneamento.
Estou convencido de que é necessário pensar o desenvolvimento da Bahia dando as mãos à formação profissional e à produção científica. Estou retomando em novos patamares o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento – CEPED. O meu propósito é, em parceria com as universidades e com as empresas, realizar pesquisas destinadas à indústria e formar profissionais qualificados na área. A Gamesa se mostrou interessada em montar aí a sua Universidade Corporativa e nós já firmamos um compromisso nesse sentido.
Na Bahia, pelo tamanho da nossa população rural (a maior do país, com quase 4 milhões de habitantes) e pela quantidade de agricultores familiares (também a maior do Brasil em termos absolutos) há que sempre se ter uma atenção especial à questão do campo. Desde 2007, o nosso projeto foi o de assumir compromisso com esta temática. Partimos da convicção de que, ao investirmos na população do campo, estamos contribuindo para superar os problemas sociais e construindo formas de inserção produtiva que geram efeitos positivos na qualidade de vida das pessoas e na dinamização da economia do vasto interior do Estado.
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