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Mobilidade urbana vai garantir melhoria na qualidade de vida

Publicado em: 03/02/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

"Salvador tem sido alvo de grandes intervenções urbanas"
Foto: CarlosAmilton/Agência-Alba
A mobilidade urbana é um tema fundamental para se pensar a qualidade de vida nos grandes centros populacionais. Constituiu-se em um problema persistente no nosso país, fruto de uma expansão urbana que careceu de planejamento e de investimentos adequados. Esse é o caso de Salvador. Causa espanto imaginar que a nossa capital só recebeu a sua primeira linha de metrô no ano de 2014! 

Por conta disso, desde o início do Governo Jaques Wagner, Salvador foi alvo de grandes intervenções urbanas. Uma das primeiras iniciativas foi a construção do Complexo 2 de Julho, organizando o trânsito na região do Aeroporto Internacional. Em seguida, apostamos na Via Expressa e em seus túneis que tiraram os caminhões pesados da Avenida Bonocô, ligando a BR 324 diretamente ao Porto de Salvador; e no Complexo de Viadutos do Imbuí que deu mais fluidez ao tráfego na Avenida Paralela. 

Em seguida, resolvemos a questão do metrô. Uma obra que permanecia inacabada e que se arrastava por 12 anos. Em dois anos e meio conseguimos colocar o metrô para andar e concluímos os 12 quilômetros da Linha 01, que hoje opera com 08 estações até Pirajá. Estamos em plena construção da Linha 02 que vai ligar a Rótula do Abacaxi ao município de Lauro de Freitas. Chegaremos a 41 km de metrô. 
A minha meta vai além. Quero levar 18,5 km de VLT para o Subúrbio Ferroviário, substituir aquele trem antigo por um equipamento mais moderno, interligando São Tomé de Paripe ao Terminal da França, na Calçada. O projeto foi concebido para assegurar que os usuários do VLT tenham acesso às linhas do metrô e aos roteiros do BRT. Os editais de licitação estão sendo finalizados e esse é um dos projetos que estou levando na minha próxima viagem internacional, nas próximas semanas. 

De grande importância e complementares ao metrô, são as obras da Avenida Pinto de Aguiar, onde a duplicação já foi concluída, e das Avenidas Orlando Gomes, 29 de Março e Gal Costa. Elas formam as Linhas Vermelha e Azul que ligam a cidade transversalmente, integrando o Subúrbio com a Orla Atlântica e atendendo a muitos bairros da nossa capital. Todas essas intervenções serão articuladas com o projeto da nova Rodoviária que queremos implantar em Águas Claras. Tenho certeza que, em 2018, Salvador terá um dos melhores sistemas de mobilidade do país. 

Essas intervenções vão valorizar o Subúrbio de Salvador, uma das orlas mais bonitas dessa cidade, estimulando a atração de negócios que gerem postos de trabalho e renda para a sua população. Quanto ao Comércio, pensamos do mesmo jeito. O futuro Centro de Convenções dará um novo tratamento arquitetônico à área entre os Fuzileiros Navais e o Porto, valorizando a beleza da Baía de Todos os Santos. Queremos ainda levar para o Comércio a Reitoria da Uneb e estimular a Caixa Econômica a implantar, ali, um Centro Cultural. 
Tem um assunto que acho muito importante e que me comove pessoalmente. Eu morei em uma encosta, conheço bem a aflição de uma noite de chuva intensa com o risco de dormir e ocorrer uma tragédia, caso tudo desça morro abaixo. 

Todos se lembram das chuvas que caíram em Salvador em março do ano passado. Elas provocaram o deslizamento de uma série de encostas aqui e em Candeias, resultando na morte de 21 pessoas e em mais de 1.500 famílias desabrigadas. 

Eu estava iniciando o meu governo. Imediatamente, mobilizei toda a nossa estrutura e encontrei muito apoio e solidariedade na Presidenta Dilma para, juntos, investirmos R$ 236 milhões, com recursos do PAC, em obras de contenção de encostas, especialmente aqui, na cidade de Salvador. Esse é um investimento imensurável porque salva vidas. Até agora já entregamos 19 encostas. Outras 14 estão em andamento e mais 65 estão em fase de licitação ou projeto. Certamente outras chuvas virão, mas essas 2.184 famílias já atendidas não passarão as noites acordadas por esse tipo de sobressalto. 

Junto com as obras das encostas, estamos arrumando escadarias, rede de água e esgoto e construindo parquinhos para a meninada (atendendo a um pedido que as próprias crianças me fizeram). 

Ao longo do ano, participei com alegria em muitas entregas de moradia popular. Foram milhares de famílias que receberam as chaves da sua casa própria. Agora, para 2016, a expectativa é que possamos fazer a alegria de mais de 50 mil famílias que serão beneficiadas por esse que é o maior programa de habitação popular ocorrido na história da Bahia e do Brasil. Ao todo, são 170 mil unidades habitacionais que já entregamos desde 2007.


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