Conseguimos realizar 451 transplantes de fígado, de córnea, de medula e de rim. Temos, hoje, 13 equipes para a realização de transplantes, das quais seis estão voltadas aos transplantes renais. Os pacientes podem realizar esses procedimentos em Salvador, mas também em Feira de Santana e em Itabuna. Neste ano, o Martagão Gesteira entrará nessa rede.
As 26 unidades da hemorrede espalhadas pela Bahia produziram 177 mil bolsas de hemocomponentes, atendendo a 383 unidades hospitalares. Foram adquiridos aparelhos para 23 unidades da hemorrede pública, para elevar a qualidade dos serviços. A doação de sangue é um ato humanitário e solidário, por isso, queremos incentivá-lo cada vez mais.
Abro um parêntese aqui para tratar de um tema relevante em saúde pública, que tem causado muito temor entre a população brasileira. Trata-se da epidemia provocada pelo Zika vírus, com várias consequências para a população, especialmente pela possibilidade de atingir bebês que nascem com alterações congênitas, como a microcefalia. O mosquito Aedes Aegypti, o mesmo da Dengue e da Chikungunya, é o responsável pela sua transmissão. Inclusive, é possível que no dia de hoje a Organização Mundial de Saúde venha a decretar a emergência internacional por conta do risco iminente dessa epidemia, o que demonstra a extensão do problema.
No Brasil, a identificação do Zika vírus ocorreu em abril de 2015, e o país foi o primeiro a correlacionar os casos de microcefalia à contaminação do vírus. Desde lá, já foram notificados 4.180 casos suspeitos de microcefalia em 24 Estados, sendo que o maior número foi registrado em Pernambuco.
Aqui, na Bahia, até agora foram notificados 563 casos de suspeita de microcefalia em recém-nascidos, dos quais 144 foram confirmados. 58% dos casos notificados estão localizados em nossa capital. Para enfrentar o problema, nós estabelecemos três eixos.
O primeiro é a mobilização social e o combate ao mosquito. Precisamos evitar que o mosquito nasça, atacando os focos das larvas. Em dezembro, nós nos reunimos com os prefeitos e secretários de saúde dos municípios mais atingidos e estabelecemos uma série de ações, inclusive mutirões de limpeza e combate aos focos dos mosquitos. As secretarias da Educação estadual e municipais estão se preparando para uma mobilização grande já na semana pedagógica, que abre o ano letivo. Estamos fornecendo e continuaremos a fornecer apoio logístico ao combate das larvas e ao mosquito, com os técnicos da Sesab, inclusive com os que atuam no interior. Até um novo aplicativo de smartphone nos vai ser útil para localizar as áreas afetadas e disparar, com velocidade, ações de controle do vetor.
No segundo eixo, focamos a estruturação da Rede de Saúde para atender às pessoas que sofreram a infecção. O objetivo é dar tratamento aos que manifestam os sintomas e acompanhar possíveis sequelas, especialmente nas crianças. A estratégia começa por garantir exames e diagnósticos com mais rapidez, tanto para tranquilizar as famílias quanto para dar celeridade ao tratamento. Nos municípios com mais de 100 mil habitantes, queremos contar com a parceria das prefeituras nesses diagnósticos. Da nossa parte, já adquirimos 200 mil kits de um teste rápido de Chikungunya e de dengue, o que permite aproximar por exclusão, o diagnóstico da Zika.
No terceiro eixo, queremos mobilizar as mentes e as inteligências de quem faz ciência no país e na Bahia para buscar novas alternativas de combate ao mosquito e de tratamento das doenças.
Uma das formas de uso do conhecimento científico que podemos citar como exemplo é a experiência do mosquito transgênico, iniciada em Juazeiro e expandida para Jacobina. Os mosquitos machos, geneticamente modificados, fecundam fêmeas nativas que geram ovos que não vão se transformar em mosquitos adultos.
Por outro lado, enquanto não se desenvolve uma vacina, é necessário estudar a possibilidade do uso de biotecnologia para repelir ou combater a proliferação do mosquito. Uma dessas tecnologias, desenvolvida em Portugal, já está sendo negociada pela Bahiafarma. Mas uma coisa é certa: essas opções só serão utilizadas quando estivermos certos da segurança dos seus efeitos na saúde da população.
Neste ano de 2016, não teremos apenas um dia de combate ao mosquito. Todo dia é dia de combater o mosquito. Temos certeza de que, se cada um puder tirar 10 minutos do dia para combater os focos do mosquito, esses 10 minutos poderão salvar vidas.
Tenho acompanhado de perto o Programa Pacto Pela Vida e tudo aquilo que envolve a segurança pública. Faço questão de saber das ocorrências de maior vulto e de receber relatórios diários, com a presteza que o tema da segurança pública exige. Os nossos indicadores de violência ainda são muito altos, tanto para o Brasil como para a Bahia. O grande número de homicídios, sobretudo entre jovens, é motivo de preocupação para o governo e o deve ser também para qualquer cidadão bem intencionado.
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