Quero ressaltar que em breve vamos entregar o complexo de piscinas olímpicas, anseio antigo dos atletas praticantes das várias modalidades de natação.
Outra prioridade fundamental do meu governo tem sido a saúde. Entre os maiores problemas do nosso sistema público de saúde estão a pouca oferta e a concentração dos serviços especializados de média e alta complexidade. Poucos centros urbanos têm uma estrutura capaz de ofertar esses serviços, o que resulta em uma demanda não atendida e em um deslocamento de pacientes a grandes distâncias, sobretudo originários das cidades menores.
Estou convencido de que é necessário implantar uma política mais radical e audaciosa de interiorização e regionalização dos serviços de saúde. A melhor maneira e a mais racional para isso é unir e mobilizar todos os entes públicos operadores do SUS, por meio dos Consórcios Interfederativos. Assim podemos compartilhar serviços e equipamentos com caráter regional, como UPAs existentes, o Lacen, os serviços do SAMU e outros serviços hospitalares.
Isso, com certeza, vai reduzir custos e proporcionar ganhos de escala na compra de medicamentos, de equipamentos e de material de consumo, além do compartilhamento regionalizado de recursos humanos capacitados, sobretudo médicos. O Estado vai assumir 40% do custeio. A rigor, não é uma obrigação nossa. Mas entendo que é preciso ter a responsabilidade de encontrar soluções efetivas. Os outros 60% serão rateados entre os municípios participantes dos consórcios.
Por meio desses consórcios, vamos construir as policlínicas regionais para ofertar serviços especializados de média e alta complexidade, disponibilizando profissionais qualificados, estrutura de exames e tecnologias de apoio, permitindo que a população de um território seja atendida em sua área de origem.
Apresentamos essa proposta na sede da UPB e foi muito bem recebida pelos prefeitos. Os municípios se mobilizaram, na sequência, para aprovar, em suas respectivas Câmaras, as leis municipais que permitem a implantação dos Consórcios Interfederativos. Já são cinco consórcios formalizados. Os das regiões de Jequié, de Paulo Afonso, de Irecê, de Teixeira de Freitas e de Guanambi. Vamos, imediatamente, licitar as policlínicas a serem instaladas nesses primeiros Consórcios. A nossa meta é consolidar os Consórcios em todos os territórios da Bahia.
Outra iniciativa que converge com esse propósito da interiorização dos serviços de saúde é a construção e/ou ampliação de novos hospitais de âmbito regional, e os primeiros passos para isto já estão sendo dados. Estive em Ilhéus e dei ordem de serviço para as obras do Hospital Regional da Costa do Cacau, que já está em andamento. Esse ano concluiremos as obras e colocaremos em andamento o Hospital de Seabra. Mais 08 importantes unidades hospitalares vêm passando por obras de ampliação, dentre elas, cito o Hospital Geral do Estado, o Hospital Geral de Vitória da Conquista, o Prado Valadares, o Luís Viana Filho, o Hospital Regional de Juazeiro e o Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana. Fizemos ainda investimentos para ofertar novos leitos e serviços de média e alta complexidade em Itabuna, Irecê, Jequié, Conceição do Coité e Barra.
Fechamos 2015 com uma Bahiafarma participante de acordos internacionais para a transferência de tecnologia e comercialização de produtos nas áreas de prótese, de órtese, de testes rápidos para diagnóstico e até de medicamentos para câncer e para anemia falciforme. Temos a expectativa de produzir três medicamentos antivirais e antirretrovirais para o tratamento do HIV/Aids e da hepatite C. Em 2016, a Bahiafarma disputará a liderança de inovação e faturamento entre os laboratórios públicos do Brasil. Isso nos coloca em outro patamar de ciência e produção de conhecimento voltados para a saúde.
O Governo da Bahia implantou a Política Estadual de Incentivo à Doação de Órgãos, Tecidos e Transplante.
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