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O setor educacional deverá ser a base de todo avanço

Publicado em: 02/02/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

"Estou convencido que sou filho do acesso à educação"
Foto: PauloMocofaya/Agência-Alba

Estou convencido que sou filho do acesso à educação, das oportunidades que o ensino público pode abrir para os jovens de famílias menos abastadas. Por conta da minha certeza, já no discurso de posse, aqui nesta Casa, me comprometi – em consonância com o meu Programa de Governo – a firmar um grande pacto pela educação.

 

Desde aquele momento passei a visitar as escolas públicas em todos os municípios que estive como Governador, para conhecer de perto a realidade. Até agora, já visitei 119 escolas e 16 creches. Estou convicto que com o crescente envolvimento das famílias e dos educadores vamos transformar para melhor a escola pública da nossa Bahia.

É essa energia criativa que precisamos incentivar, sistematizar e difundir para que as escolas sejam um espaço atraente de convivência e, assim, de permanência. Temos muito por fazer. Precisamos e vamos alçar um novo patamar de qualidade no ensino. Alguém com o meu perfil e a minha trajetória sente e tem uma profunda obrigação para com essa prioridade.

Foi assim que em 30 de março do ano passado, com a presença maciça de prefeitos e de educadores de toda a Bahia, lancei o Programa Educar Para Transformar. Para nossa felicidade, todos os 417 municípios baianos aderiram ao Programa. Quero aproveitar a ocasião para agradecer o empenho de todos esses prefeitos e prefeitas que se comprometeram com a educação, o que demonstra a sensibilidade dos gestores públicos para com esse tema.

O Programa Educar Para Transformar tem por tarefa assegurar que toda criança de até oito anos seja alfabetizada, com letramento em Língua Portuguesa e Matemática, e que essas crianças e jovens tenham sucesso em sua vida escolar, com desempenho adequado à sua série e idade.

Queremos que os pais se envolvam mais profundamente com a educação dos filhos; que os estudantes tenham maior interesse e participação na vida e na gestão da rede escolar; que os profissionais da educação aprofundem o seu compromisso com a efetiva aprendizagem dos alunos; que as universidades – sobretudo as estaduais – se envolvam mais com a educação básica, produzindo conhecimento para melhorar as metodologias de ensino; e, por fim, que o setor produtivo contribua com os avanços educacionais do nosso Estado.

Ainda em junho, participei do Fórum Empresarial da Bahia e conclamei os empresários a assumirem conosco esse desafio. Naquele mesmo evento, anunciei a minha disposição de criar o Programa "Primeiro Estágio, Primeiro Emprego" – já aprovado em dezembro passado por este Legislativo – que promoverá a entrada de nove mil estudantes no mercado de trabalho até 2017, sendo a metade prevista já para este ano. Além do salário, os estudantes beneficiados terão outros direitos garantidos como, por exemplo, a assistência médica.

Concomitantemente, esta Casa Legislativa aprovou o "Programa Bolsa Permanência" que concederá auxílio financeiro a universitários filhos de famílias do CadÚnico. Do primeiro ao quinto semestre, esses estudantes receberão esta bolsa e, a partir daí, terão acesso ao estágio remunerado nas instituições estaduais, como incentivo para que eles concluam o ensino superior, qualificando ainda mais a nossa mão de obra e ampliando suas perspectivas de vida.

Quero também assegurar que a Educação Profissional esteja em sintonia com as demandas reais do mercado de trabalho e da produção econômica. Pensando nisso, solicitei à Secretaria de Educação a adequação do perfil dos cursos a tal objetivo. Para nosso orgulho, temos hoje a segunda maior rede estadual de Educação Profissional do país. Estamos falando de 82 mil alunos matriculados em 2015, em 121 municípios nos 27 Territórios de Identidade.

Como parte do esforço concentrado do Programa Educar Para Transformar, enviei, para apreciação e debate desta Assembléia, o Projeto de Lei que institui o Plano Estadual de Educação, com 20 metas para os próximos 10 anos. O Plano foi construído coletivamente com o suporte do Fórum Estadual de Educação e prevê, dentre outros temas, a erradicação do analfabetismo e a universalização do atendimento escolar. Metas que já podem entrar na agenda de uma Bahia que tem se distanciado de um passado em que a miséria, a fome e o analfabetismo andavam de mãos dadas.

É sob essa perspectiva que estamos aprofundando políticas de formação para os professores. Só em 2015, 24,1 mil professores e coordenadores pedagógicos fizeram aperfeiçoamento em tecnologias educacionais e da informação. Outros 2 mil concluíram a graduação universitária. Além disso, pouco mais de 11 mil professores – em sua quase totalidade pertencente às redes municipais de ensino –, estão em processo de formação, na modalidade de educação à distância.

Também resolvemos o crônico problema do PST na educação, através de seleção pública para o Reda. Mas ainda não estamos satisfeitos. Queremos uma solução definitiva abrindo, assim que possível, concurso para 7 mil vagas de professores. E vamos instituir, como incentivo, um adicional para diretores e vice-diretores das escolas.

 



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