Há um ano estive por duas vezes nesta Casa com o coração repleto de esperança e de vontade de construir uma Bahia ainda melhor e com mais oportunidades para nossa gente. Naquela ocasião, estava tratando de metas e projetos como potencialidades, como aquela força vital que já vem na semente e que, desde a semente, promete. Agora estou aqui com um ano de caminhada, com alguns frutos colhidos na mão. Não todos e nem tudo o que precisamos, mas alguns rebentos que demonstram a seriedade, o vigor e o compromisso com que me coloquei por inteiro nessa caminhada.
Nesse percurso de um ano, tive a suprema alegria de receber, para a vida, a minha filha Malu, minha caçulinha cheia de energia e de cândidos sorrisos que aprimoram a minha certeza do quanto viver vale a pena. São sorrisos semelhantes aos que se refletem nos rostos das pessoas encontradas pelas 88 cidades que visitei ao longo desses meses, nas 113 viagens que realizei pelo interior. São esses sorrisos que me dão a convicção que o fazer político só tem sentido e estima quando promove a melhoria da qualidade de vida das pessoas, sobretudo daquelas pessoas que mais precisam. E esses múltiplos sorrisos sempre me levaram a lembrar o sorriso amoroso da minha mãe e do meu pai, que também perdi em julho de 2015.
A vida é valiosa, é um mistério insondável porque faz promover todos esses matizes de emoções em um único fluxo, em um único percurso, do menino humilde da Liberdade que se fez Governador do Estado e que se faz presente nos meus atos como gestor: "Há um menino / há um moleque / morando sempre no meu coração / toda vez que o adulto balança / ele vem pra me dar a mão / Há um passado no meu presente / um sol bem quente lá no meu quintal / (...) e me fala de coisas bonitas / que eu acredito / que não deixarão de existir / amizade, palavra, respeito / caráter, bondade, alegria e amor", canta Milton Nascimento.
É com esse espírito que me levanto a cada manhã pensando na urgência que têm meu povo e meu Estado para alcançarem um patamar de desenvolvimento e de felicidade. Mas esse espírito esperançoso de criança não me tira a sobriedade e a serenidade para, como chefe do Poder Executivo do Estado, pôr na balança, a cada dia, tanto minha disposição quanto os obstáculos da existência e para afirmar o caminho que quero, a ação que desejo, o que posso realizar, o sonho que tenho a cumprir.
Posso afirmar que o ano de 2015 foi marcado por dificuldades. No meu discurso feito aqui, um ano atrás, sublinhei a importância da crise econômica e política que nos avizinhava e que, posteriormente, se demonstrou ainda mais forte que os prognósticos iniciais. Isso teve rebatimento sobre a Bahia, tanto nas receitas do Estado como nas finanças dos nossos municípios. São recursos que deixaram de entrar para fazer frente às ações prioritárias, como nas áreas de saúde, de segurança, de infraestrutura viária ou de educação.
É com cautela e determinação que estamos enfrentando tais adversidades, sem perder de vista os nossos objetivos: eis a lição maior de vida que aprendi com a minha mãe. Foi exatamente pensando nisso que, de imediato, emiti algumas determinações tão firmes quanto austeras, e apresentei alguns projetos de lei que foram imprescindíveis para alcançar essa finalidade. E esta Casa soube responder no momento certo e preciso a esse esforço conjunto. Quero aqui agradecer a todos os membros desse legislativo que souberam discutir, conversar, negociar, decidir e votar por aquilo que era imperioso naquele momento.
Apesar das dificuldades, o Governo da Bahia conseguiu manter, em 2015, os níveis de investimentos e assegurou a continuidade de obras e de serviços estruturantes. Um resultado que poucos Estados puderam alcançar. Isso quer dizer R$ 2,3 bilhões revertidos em nossa economia. Um motivo para comemorar. Foi agindo assim, com ousadia e ao mesmo tempo com os pés no chão, que conseguimos avançar.
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