Audiências públicas, reuniões com dirigentes de federações, diretores de órgãos públicos e com representantes da iniciativa privada marcaram 2015 na Comissão Especial de Desporto, Paradesporto e Lazer, no seu primeiro ano de funcionamento na Assembleia Legislativa. Movido pela intenção e desafio de incluir o esporte baiano no rol das políticas públicas do Estado, o presidente do colegiado, deputado Bobô (PC do B), ampliou o leque das discussões e dedicou especial atenção ao esporte amador, ao automobilismo e ao esporte feminino. E realizou mais de 40 reuniões ordinárias, quatro reuniões especiais e sete audiências públicas.
Já no primeiro semestre do ano passado, Bobô comemorava os primeiros resultados. “Realizamos vários debates importantes sobre temas como esporte comunitário, desporto olímpico e paralímpico, futebol profissional e esporte educacional. Conseguimos ter uma visão ampla dos problemas e desafios de cada segmento ouvido. Agora, vamos encaminhar as demandas aos poderes públicos com o objetivo de colocar o esporte como política de Estado e ferramenta importante de inclusão social e transformação de vida para nossas crianças e jovens”, afirmou o parlamentar.
COMPROMISSO
Desde o início dos trabalhos, em março do ano passado, o colegiado intensificou o debate sobre a situação do futebol profissional baiano, o esporte olímpico e paraolímpico. E convidou dirigentes esportivos e representantes do governo do Estado para analisarem, em conjunto, propostas e soluções. Especialmente preocupados com a situação dos atletas baianos que participarão das Olimpíadas deste ano, a Comissão visitou o Centro Olímpico de Natação, que seria inaugurado no segundo semestre do ano passado.
Convidou, para detalhar o projeto e expor aos parlamentares os planos e programas oficias para o esporte baiano, o diretor-geral da Superintendência dos Desportos do Estado (Sudesb), Elias Nunes Dourado. Ele informou ao colegiado que o complexo será dotado de tudo “o que há de melhor e mais avançado no mundo, com padrão internacional”, e será inaugurado a tempo de ser colocado à disposição dos atletas.
Na tentativa de suprir a carência de recursos oficiais, a Comissão convidou representantes de empresas públicas para debater o incentivo ao esporte. Na Assembleia Legislativa estiveram o diretor regional dos Correios na Bahia, Cláudio Moraes e o gerente regional da Caixa Econômica Federal, José Anselmo Lopes. O esporte amador foi um dos assuntos em debate, inclusive em audiência pública que contou com a participação de representantes do governo do Estado, prefeituras e da União dos Municípios da Bahia (UPB).
Estas entidades discutiram as copas do interior e os desafios para fortalecer o esporte amador na Bahia. Criadas em 2007 pela Sudesb (Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia), autarquia vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, estas copas já mobilizaram 981 equipes, realizaram 3.244 jogos, envolveram 28.060 atletas, 11.884 árbitros e 9.220 dirigentes, segundo dados apresentados por Ney Santos, da equipe técnica do órgão.
AUTOMOBILISMO
Proposta pela petista Neusa Cadore, a audiência teve por objetivo “escutar” os envolvidos com o esporte na Bahia e “sensibilizar o governo do Estado” para a elaboração de políticas públicas que garantam apoio ao deporto baiano. O esporte feminino, as artes marciais e o automobilismo também estiveram entre os assuntos sobre os quais os deputados se debruçaram em reuniões e audiência pública, como a que analisou o Autódromo Internacional da Bahia, que vem sendo construído em São Francisco do Conde.
O complexo, segundo a presidente da Federação de Automobilismo da Bahia – FAB, Selma Morais, vai ocupar área total de 800 mil m2, obedecer a padrões internacionais e abrir novas perspectivas de crescimento econômico para o município. As primeiras etapas deverão estar concluídas este ano e consumirão R$ 22,5 milhões, a serem injetados, na sua quase totalidade, pela iniciativa privada. Segundo o presidente do colegiado, o ritmo será o mesmo agora em 2016.
“Essas ações são apenas uma parte do trabalho que realizamos na Comissão. Depois de cada atividade, há reuniões com os poderes públicos e o setor privado para conseguir os investimentos e iniciativas que ajudem a solucionar os problemas apresentados pelas entidades esportivas. Nosso esforço será sempre no sentido de transformar o esporte em política de Estado e importante ferramenta de inclusão social”, afirma Bobô, que destaca também a participação e apoio de todos os deputados membros do colegiado para o sucesso obtido pela Comissão Especial de Desporto, Paradesporto e Lazer em 2015.
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