A palavra “capelania” refere-se a serviços religiosos prestados por oficiais treinados e teve origem nas Forças Armadas do Exército, em 1776. Em reconhecimento a este ato de solidariedade, humanismo e amor ao próximo, o deputado Alan Sanches (PSD) apresentou projeto de lei requerendo a instituição do dia 26 de agosto como o “Dia Estadual da Capelania Voluntária”.
A proposta fundamenta-se no que prevê a Constituição Federal, em seu artigo 50 inciso VII, que assegura “a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva”. Tal premissa é reforçada pela lei federal nº 9.982, de 14 de julho de 2000, que se refere especificamente às atividades que são prestadas no tocante a assistência religiosa nas entidades hospitalares públicas e privadas, bem como nos estabelecimentos prisionais civis e militares.
O parlamentar explica que essas atividades são desenvolvidas “por padres, pastores evangélicos, independente da denominação, e por diversos outros líderes religiosos sejam eles católicos, evangélicos, espíritas, e ou de entidades de matrizes africanas”.
IMPORTÂNCIA
Para Alan Sanches, essa é uma atividade reconhecidamente importante, tendo em vista que as pessoas que delas usufruem são aquelas que, por razões distintas, encontram-se retiradas normalmente do convívio das suas famílias, e por vezes estão até retiradas da normalidade do convívio com a sociedade. O parlamentar também acrescenta que a data é um reconhecimento daqueles que se preocupam com a qualidade no atendimento das pessoas com carências espirituais, afetivas e emocionais, necessitando de uma pessoa de estimulo e entusiasmo.
Conta-se que na França o sargento Martinho, ao encontrar um homem abandonado na rua, debaixo de chuva e frio, cortou sua capa e o cobriu num ato de solidariedade, humanismo, caridade, ajuda e amor ao próximo. Ao morrer, esta capa foi levada como uma relíquia para a Igreja, para ser venerada. Esta igreja recebeu o nome de “Igreja da Capa”. Daí as derivações Capelã, Capelão e Capelania.
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