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Fabíola Mansur saúda os 192 anos da Ilha de Itaparica

Publicado em: 07/01/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

Socialista elogia luta dos itaparicanos
Foto: Arquivo/Agência-Alba

"Ilha de pescadores que tira o seu sustento da maré. De mulheres marisqueiras que que descem lá embaixo para buscar o crustáceo que vende na feira, e que lhe dá autonomia e sustento da família. É impossível falar da Ilha de Itaparica, e de Vera Cruz, sem usar a poesia". Essas foram as palavras da deputada Fabíola Mansur (PSB), em moção de congratulação aos 192 anos da Ilha de Itaparica.

De acordo com a deputada, registros históricos relatam que em 7 de janeiro de 1823 os itaparicanos enfrentaram os portugueses que se encontravam na ilha e se impuseram na luta. Os habitantes de Itaparica resistiram, nesta data, às investidas dos portugueses, com armas de fogo, facões e pedaços de paus, não permitindo que as tropas desembarcassem no local.

Para celebrar a data, o município festeja com orgulho trazendo uma vasta programação no mês de janeiro. Os festejos contam com a participação efetiva de moradores, que acompanham as cerimônias cívicas e religiosas, além da saída do carro do caboclo, elemento que representa a participação da nação Tupinambá no processo de independência. A nação Tupinambá, dominava boa parte do litoral do que hoje é a Bahia. Tal nação era senhora de Kirimurê, que os portugueses haviam rebatizado como Baía de Todos Santos

Um dos símbolos de maior representatividade dos festejos, o cortejo do Caboclo de Itaparica, acontece no dia 7 de janeiro, data da independência da cidade, desde o século XIX. Naquele tempo, o cortejo vinha do povoado de Amoreiras até a igreja de São Lourenço, e a interpretação do caboclo cabia a Barreto Galvão, veterano combatente mestiço de 1823. Anos após sua morte, uma imagem de madeira tomou o seu lugar.

Em 1939, um caboclo itaparicano chamado Eduardo fundou o grupo Os Guaranys, que aos poucos foi se firmando como guardião das homenagens. O cortejo do Caboclo de Itaparica é um misto de festejo cívico, lúdico, étnico e religioso, em que cada visitante pode se tocar mais com uma dimensão do que outra. Mas, o que mantem o brilho e a altivez da festa, é a beleza do caboclo, do alto do carro, percorrendo soberano as ruas do que era denominada a Vila de Itaparica.

Vila que foi morada do saudoso escritor João Ubaldo Ribeiro e que, de acordo com Fabíola Mansur, naquele 7 de janeiro "foi corajosamente defendida contra a tirania imposta pelos antigos colonizadores portugueses, por aguerridos brasileiros de todas as cores e condições sociais".

A deputada ressalta ainda o potencial de desenvolvimento da cidade e necessidade de maior participação do estado no fomento desse crescimento. "Aproveito este dia que se comemora a emancipação da cidade para me solidarizar com a população de Itaparica e Vera Cruz, para unificarmos esforças no sentido de que a ilha retome seu protagonismo social, cultural, econômico e de melhor destino turístico da região", finaliza.



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