Em deferência às inúmeras ações que asseguraram a boa aplicação do dinheiro público e por possibilitar o acompanhamento popular dos mesmos, dentre muitas outras iniciativas que prezam pela transparência, a Assembleia Legislativa da Bahia condecorou, ontem, com a Comenda 2 de Julho o ex-ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage. A proposta, aprovada por unanimidade pelos pares da Casa foi apresentada pela deputada Fabíola Mansur (PSB). A comenda é a honraria mais importante do Legislativo baiano.
Em seu pronunciamento, a deputada pontuou a trajetória ímpar de Jorge Hage, tanto na esfera política, salientando sua postura combativa frente à corrupção; quanto na vida pública. Para a proponente da sessão, Jorge Hage é um exemplo de conduta ilibada, “um brasileiro ficha limpa, que sempre militou em defesa da ética e da aplicação honesta do dinheiro público, que dignificou a política baiana e nacional; e posiciona-se entre os grandes gestores da sua geração”.
Eliana Calmon, ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), avalia como justa e oportuna a homenagem ao ex-ministro-chefe da CGU que, segundo ela, “é uma das figuras republicanas que merecem a admiração popular, pela firmeza e seriedade com que conduziu um órgão que não tinha a forma e a expressividade que dispõem atualmente”. Eliana também ressaltou a carreira trilhada pelo homenageado enquanto magistrado. Trajetória que ela classificou como excelente.
RESPEITO
Para o presidente da Casa Legislativa, o deputado Marcelo Nilo (PDT), a honraria foi entregue “a um dos homens mais preparados e respeitados na Bahia, um dos poucos homens públicos do estado que passou por todas as esferas do Poder, deixando um legado ímpar para os poderes deste país”.
Completando na data da homenagem, 55 anos de formatura na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, Jorge Hage, agradeceu à deputada por tamanha honraria que segundo ele, “resulta muito mais da generosidade da deputada, do que de seus poucos méritos”.
Ainda em seu discurso, o ex-ministro referiu-se à política atual e aos inúmeros casos de corrupção constantemente estampados nos noticiários, como os que se arrastam desde a década de 1990 e perduram sem solução. O homenageado enfatiza a necessidade de uma aliança entre todos os organismos de controle, “sem vaidades de protagonismos”, para combate eficaz e eficiente da corrupção.
BIOGRAFIA
Nascido em 1938, Jorge Hage Sobrinho bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia em 1960. É Mestre em Administração Pública pela University of Southern Califórnia – Los Angeles (1963) e Mestre em Direito Público pela Universidade de Brasília, UnB (1998). Atuou como advogado até 1970. Prestou assessoria e consultoria a diversas instituições em Salvador e Brasília, entre 1963 e 1991.
Foi também pro-reitor de Planejamento e Administração da Ufba e reitor adjunto entre 1970 e 1974; presidente da Comissão de Reforma Administrativa do MEC – DF, secretário de Apoio Administrativo do MEC e coordenador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Setor Público da Ufba 1978-1982. Foi prefeito de Salvador (BA) e elegeu-se deputado estadual, em 1986. Foi eleito deputado federal e participou da Assembleia Constituinte.
Com um currículo que traduz toda sua dedicação e zelo na defesa da transparência e contra a corrupção, Jorge Hage baseou-se nos princípios que devem nortear as ações de todos aqueles que atuam no serviço público. A condecoração, aconteceu no plenário da Casa Legislativa, ao som da música de “Se todos fossem iguais a você”, um clássico de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, na voz de Ana Mameto.
MESA
Compondo a mesa, além do presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo, e a proponente da sessão Fabíola Mansur; prestigiaram a homenagem o ex-presidente da Casa, Filemon Mattos; o ex-governador Roberto Santos; o presidente do Tribunal de Contas da Bahia, Inaldo Araújo; a ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça, Eliana Calmon; o representante do Tribunal de Contas do Município, Francisco Sena; o representante da Controladoria Geral da União, Ronaldo Machado; o vice-reitor da Universidade Federal da Bahia, Paulo Cezar Miguez; o ex-governador, Waldir Pires; o representante da OAB Bahia, Maurício Vasconcelos e o representante da Academia de Letras Jurídicas da Bahia, Geraldo Sobral.
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