Será lançado amanhã o livro Flor de São Miguel, uma coedição da Assembleia Legislativa e a Fundação Hansen Bahia, que reúne dez xilogravuras do artista alemão que escolheu o Recôncavo baiano para passar os últimos anos de vida. O livro, que contem textos do próprio Hansen e da jornalista Regina Bochicchio, será lançado às 17h no Museu de Arte Moderna com as presenças do presidente do Legislativo, deputado Marcelo Nilo, e do secretário de Cultura do Estado, Jorge Portugal. Apaixonado por esta terra, Hansen costumava dizer: “Nasci duas vezes e a segunda foi na Bahia” e que seu “nascimento em Hamburgo não tem importância nenhuma. “Sou baiano”.
Em abril, o gravurista completaria 100 anos e a a Assembleia Legislativa participando das comemorações pela data, lançou o catálogo “100 Anos de Hansen-Bahia – 2015-2005”, obra impressa também em regime de coedição com a Fundação Hansen Bahia. O mestre alemão chegou ao Brasil em 1950 e cinco anos depois, já em Salvador, conquistou público e crítica. Retornou ao Brasil em 1966 e foi ensinar na escola de Belas Artes da Ufba, naturalizando-se brasileiro. Seduzido pela beleza do Recôncavo, em 1970 mudou para a fazenda Santa Bárbara em São Félix, onde divisava o rio Paraguaçu e a vizinha Cachoeira, e ali trabalhou até a morte, oito anos depois. Hansen deixou seu acervo pessoal e o direito sobre suas obras para a Fundação Hansen (com sede em Cachoeira), bem como a fazenda, mobiliário, equipamentos e ferramentas.
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