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Homenagem a Arlindo Fragoso marca o Dia do Engenheiro

Publicado em: 12/12/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Del del Carmem destacou contribuição do homenageado e importância dos profissionais ao desenvolvimento
Foto: Arquivo/Agência-Alba
O Dia do Engenheiro foi celebrado ontem na Assembleia Legislativa da Bahia em sessão especial proposta pela presidente da Comissão Especial de Desenvolvimento Urbano, deputada Maria del Carmen (PT). O evento marcou também homenagens aos 150 anos de nascimento de Arlindo Fragoso, engenheiro e intelectual baiano, fundador da “Escola Polythecnica da Bahia”, atual Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e do Instituto Politécnico da Bahia; e que teve contribuição marcante também na política, gestão pública e produção literária.
O evento foi presidido por del Carmen, que é engenheira por formação, e contou com representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-Ba), do Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-Ba) e do Instituto Politécnico da Bahia. A deputada disse que o papel do engenheiro é fazer o possível para que a cidade seja melhor, mais inclusiva e com mais qualidade de vida. “A engenharia transforma diariamente a vida das pessoas através das suas várias modalidades”, afirmou a deputada.

Maria Del Carmen disse que é preciso que se reconheça a importância do setor para a economia nacional e salientou que, com a Operação Lava Jato, que investiga suspeitas de corrupção em obras da União, muitas empresas de engenharia estão com pagamentos suspensos. “Apoiamos as investigações e os processos, mas as empresas devem ser separadas de seus donos”, disse a deputada, salientando que a “crise econômica está sendo alimentada por pessoas que querem chegar ao poder através de atalhos”.

Em seguida, na fala da proponente da sessão foi passado um vídeo onde amigos e profissionais da engenharia dão o seu testemunho sobre a vida de Arlindo Fragoso, falando sobre a sua influência intelectual e política na sociedade baiana. Além da Escola Politécnica, o engenheiro foi responsável pela abertura da Avenida 7 de Setembro em Salvador, entre 1896 e 1900; e fundou a Academia de Letras da Bahia, em 1917, entre outras ações.

Para o presidente do Instituto Politécnico da Bahia, Caiuby Alves da Costa, Arlindo Fragoso deu uma contribuição espetacular para a Bahia na engenharia, economia, política e cultura. “Ele pode ser considerado sem dúvida um dos dez maiores baianos da história deste estado, mas infelizmente é pouco reverenciado e estudado”, disse.

Já a diretora da Escola Politécnica, Tatiana Bittencourt, reiterou a importância histórica do homenageado afirmando que uma figura tão importante não pode ser esquecida. “O objetivo do engenheiro é melhorar as condições de vida da humanidade. Nesse momento que o país necessita de desenvolvimento o papel do engenheiro é fundamental”, disse Tatiana Bittencourt.

HOMEM DE AÇÃO

O acadêmico Francisco Sena, representante da Academia de Letras da Bahia, disse que Arlindo Fragoso era um homem do seu tempo, erudito e ao mesmo tempo realizador, um homem de ação. Ele foi um dos homens mais influentes da Bahia, com grande capacidade intelectual e habilidade de negociação. Devemos lembrá-lo, mas não para congelá-lo na história e sim para servir de inspiração para as novas gerações”, disse Sena.
Arlindo Fragoso (1865-1926) é natural de Santo Amaro. Fez os primeiros estudos em Portugal e, retornando a Salvador, estudou no Colégio Alemão e no Colégio Sete de Setembro. Formou-se em Engenharia pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, concluindo-o em 1885, quando recebeu o diploma de engenheiro civil e o título de bacharel em Matemática. 

Entre 1889 e 1891 ele fundou a Biblioteca Pública de Santo Amaro da Purificação (BA); em 1895, criou a Secretaria de Agricultura, Viação, Indústria e Obras Públicas da Bahia; em 1896, fundou o Instituto Politécnico da Bahia – IPB; foi o responsável pela construção do Pavilhão da Bahia em 1908; foi responsável pela abertura da Avenida 7 de Setembro em Salvador, entre 1896 e 1900; fundou a Academia de Letras da Bahia, em 1917; escreveu cerca de 15 obras, dentre as quais Estudos sobre Análise Cinemática (1887), Seguro sobre a vida (1896), Águas e esgotos da Bahia (1906) e O espírito dos outros (1917).


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