Os 100 anos de evangelização da Igreja Anglicana na Bahia foram celebrados na Assembleia Legislativa em sessão especial realizada no Plenário da Casa e presidida pelo proponente da homenagem, o deputado estadual Carlos Ubaldino (PSD) “No começo do século XX, os ingleses chegaram ao Brasil trazendo uma mensagem de esperança através da Igreja Anglicana, a mesma esperança que perpassa a todos aqui no Plenário da Assembleia Legislativa”, afirmou Ubaldino.
O evento contou com as presenças de autoridades da Igreja e também de outras denominações cristãs, o que demonstra o caráter colaborativo que marcou a sua atividade no país. Segundo o reverendo mestre da Paróquia Bom Pastor, Bruno Almeida, com o Tratado de Comércio e Navegação de 1810 entre Portugal e Inglaterra, permitiu-se a construção de igrejas não católicas romanas, desde que os templos tivessem a aparência de uma residência comum, sem torres ou sinos, e não buscassem a conversão de cristãos católicos brasileiros.
TOLERÂNCIA
O reverendo contou que os pioneiros protestantes luteranos, metodistas e presbiterianos usavam as suas instalações para realizar seus cultos. “A Igreja Anglicana é 100% católica e 100% protestante, ao mesmo tempo. A igreja acolhe a todos, nós somos amados por Deus e precisamos construir um mundo mais justo e fraterno em que não cabe o discurso do ódio”, exortou Almeida.
O discurso de união foi reiterado pela mestre pastoral Bianca Daebs, que afirmou que o ecumenismo foi desde sempre uma característica marcante da fé anglicana demonstrada na relação de forte amizade com outras igrejas que tem como base o cristianismo. “Nossa pequena igreja está comprometida escandalosamente com o amor. Essa é sua razão de ser e existir”, afirmou a pastora, completando que os anglicanos estão na vanguarda cristã das relações de gênero, já que estão sendo celebrados também os 30 anos da primeira ordenação feminina na igreja.
O pastor da igreja batista, Joel Zeferino contou que a Igreja Anglicana sempre denunciou qualquer forma de intolerância religiosa, mantendo sempre uma atitude de respeito inclusive em relação as religiões de matriz africana. “Vivemos um tempo em que a tolerância deve ser a marca das relações. É um escândalo que pessoas que dizem servir a Deus sejam veículos da discórdia”, completou Zeferino.
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