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Em sessão especial agentes de saúde exigem reconhecimento

Publicado em: 28/11/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

A categoria compareceu em peso para discutir salários e condições. O líder do governo, deputado Zé Neto promoveu o encontro entre agentes e o Legislativo
Foto: Neusa Menezes/Agência-Alba
Com o objetivo de debater a situação dos agentes comunitários de saúde e agentes de combate de endemias no âmbito estadual e nacional foi realizada na Assembleia Legislativa uma sessão especial sobre o tema, proposta pelo deputado estadual Zé Neto (PT) e presidida pelo deputado estadual José de Arimateia (PRB). “Com a questão da dengue e outras doenças endêmicas nas manchetes dos jornais a ação dos agentes estão sempre em evidência”, afirmou Arimateia.

Arimateia, que é vice-presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, disse que apesar de ter suas atividades regulamentadas desde 2006, o que foi uma grande conquista da categoria, os agentes de saúde ainda têm muitos desafios a serem superados. “Entre as reivindicações podemos ressaltar a criação de um piso salarial nacional, isonomia entre os agentes, falta de assistência à saúde adequada e de equipamentos”, listou José de Arimateia.

Zé Neto, contou que, além da política, existe um laço afetivo grande entre o seu mandato e a categoria dos agentes comunitários de saúde e de endemias. “São 23 anos de relação, muitas vezes com altos e baixos, mas com mais vitórias que derrotas. Todos os anos buscamos fazer esse encontro e esse foi o momento de recompor as forças. Vivemos um momento de crise econômica, mas não vamos interromper nosso caminho de luta”, afirmou.

O representante do Sindicato dos Agentes Comunitários do Estado da Bahia, Lázaro Figueiredo, afirmou que muitos municípios baianos ainda não estão pagando o piso nacional e que essa é hoje a maior dificuldade dos agentes de saúde. “Os agentes de saúde trabalham com prevenção e não com a cura. Queremos continuar nosso trabalho e a luta está apenas começando”, afirmou.

Já a representante da Federação Baiana dos Agentes de Saúde, Ednéia Gonçalves da Silva, afirmou que nos últimos anos a categoria conseguiu muitas vitórias: “Mudamos a Constituição duas vezes e isso não é pouca coisa”, afirmou Ednéia. Ela informou que no interior muitos agentes estão sem material para trabalhar. “O agente é cobrado por não fazer o seu trabalho direito, mas existem comunidades na Bahia que só tem contato com o agente na área de saúde do Estado”, disse.



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