A Assembleia Legislativa homenageou ontem os 30 anos da Axé Music e o empresário, Wesley Rangel, dono da gravadora WR, um ícone na história da música baiana. A homenagem foi proposta pelo deputado Eduardo Salles (PP), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Casa Legislativa.
A sessão contou com a presença e grandes nomes da música baiana como Durval Lélys, Margareth Menezes, Ricardo Chaves, Armandinho Macedo, Gerônimo, familiares do homenageado, além de personalidades como João Jorge, Vovô do Ilê, Andrezinho e Cristóvão Rodrigues, dentre outros que contribuíram na afirmação e consolidação deste segmento musical que projetou a Bahia na cena cultural do Brasil e no mundo.
Abrindo os pronunciamentos, o deputado Eduardo Salles ressaltou a importância de Rangel como fomentador do cenário fonográfico baiano, fazendo da WR uma gravadora baiana independente, “viabilizando a vibrante música da Bahia a sua ascensão aos quatro cantos do país e do mundo.
O parlamentar lembrou que foi a WR quem lançou o disco “Magia”, com o “Fricote”, de Luiz Caldas, o primeiro grande sucesso do axé.
O presidente do Legislativo baiano, deputado Marcelo Nilo ressaltou que a homenagem a Wesley Rangel e aos artistas que fazem a música e a cultura da Bahia, é uma congratulação mais que merecida, “é um reconhecimento AL festeja a Axé Music e parabeniza Wesley Rangel Gerônimo, Armandinho, Margareth, Ricardo Chaves e Durval entre os artistas que prestigiaram o evento do seu trabalho em prol das transformações permissíveis pela diversidade que só a musicalidade baiana tem”. Fazendo referência à efervescência cultural, o vice-governador João Leão reconheceu que, devido ao empenho e investimento de Rangel, “a veia artística baiana ganhou projeção e conquistou seu espaço no mundo”.
HOMENAGENS
O secretário de Cultura, Jorge Portugal começou sua fala pedindo a benção a Wesley Rangel e revela não ter havido momento de economia criativa de maior pujança que o Axé Music.
Para o também compositor, “além de fomentar a cadeia musical do estado, empresário influenciou de maneira criativa a economia baiana”. Com a mesma demonstração de respeito e gratidão, o cantor e compositor Gerônimo,
um dos primeiros a gravar na WR, acrescentou que graças ao empreendedorismo de Rangel, o segmento musical atravessou a Atlântico, e com ele mostrou ao mundo a cultura da Bahia.
Armandinho Macedo classificou a homenagem como justa e gratificante, “a uma das pessoas mais importantes para a música baiana. A WR foi a porta de entrada de todos os compositores baianos, foi a oportunidade da música baiana de gravar os primeiros discos. Parabenizo Rangel por esse investimento, por fomentar esse laboratório musical”.
Emocionado com os inúmeros agradecimentos dos artistas presentes na sessão, Rangel,, como foi chamado pelos músicos presentes, retribuiu às congratulações com um sincero “muito obrigado”. Uma gratidão pelo reconhecimento e principalmente pelo respeito devotados pelos artistas. Em poucas palavras, Ranges descreveu sua satisfação. “É emocionante estar nesta Casa tão importante para o estado e perceber o quanto as minhas ações foram relevantes para a musicalidade da Bahia”, dia o dono da WR.
MESA
Em agradecimento ao trabalho do empresário, o deputado Eduardo Salles homenageou com uma placa com o nome de Rangel artistas e nomes que contribuiriam para a afirmação do gênero em três décadas de história. Para tão relevante homenagem, a mesa de trabalhos, presidida pelo deputado Marcelo Nilo, também foi composta pelo homenageado, os secretários de Cultura e de Ciência, Tecnologia e Inovação respectivamente Jorge Portugal e Manoel Mendonça; do vice-governador, João Leão; bem como pelo produtor musical Jonga Cunha, o presidente da Associação Comércio da Bahia, Luiz Fernando Queiroz; e Antônio Coradinho, presidente da Câmara Portuguesa de Comércio na Bahia. E representando a prefeitura de Salvador,o vereador Claúdio Tinoco.
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