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Projeto de Lei do deputado define a capoeira como prática essencial ao corpo e à socialização

Publicado em: 24/11/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Sidelvan quer incluir capoeira na grade curricular das escolas
Foto: Arquivo/Agência-Alba
A capoeira, patrimônio imaterial da Bahia, deve integrar o currículo escolar na disciplina de Educação Física nas escolas públicas do Estado. É o que dispõe Projeto de Lei do deputado Sidelvan Nóbrega (PRB), que se aprovado e sancionado obrigará a Secretaria de Educação a “fomentar a prática da modalidade Capoeira em suas atividades extracurriculares, inclusive no contra turno escolar, a exemplo de outras modalidades já contempladas nas escolas públicas”. E para isso “deverá promover a capacitação permanente em seu quadro de professores”.
Segundo entendimento do deputado, “a prática da Capoeira, além de proporcionar a produção de endorfina, que estimula a necessidade reiterada do exercício, possui a particularidade de despertar em seus praticantes bem-estar e um maior desenvolvimento da musculatura, associado à flexibilidade e agilidade”. Além disso, destaca Nóbrega, a filosofia da capoeira consiste “em formar cidadãos para a sociedade, sendo importante salientar que a prática da capoeira remete à preservação da cultura baiana, dai a necessidade da inclusão de sua prática no currículo” escolar.

Segundo o projeto, “os Parâmetros Curriculares nacionais voltados para educação física estão separados em três blocos que se articulam entre si. O primeiro bloco trata dos esportes, jogos, lutas e ginásticas. O segundo diz respeito às atividades rítmicas e expressivas e o último bloco aborda os conhecimentos sobre o corpo. Sendo assim, a capoeira contempla a aplicação dos três blocos”. 

Para Sidelvan, trata-se de uma “arte que mistura luta, dança, música e cultura popular da Bahia e, em sua essência, também desenvolve a autodefesa, a coordenação motora, a harmonia com o corpo e a socialização de crianças e adolescentes, além de ser a única arte marcial genuinamente brasileira”.




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