Na internet e no celular, mensagens com imagens e comentários depreciativos se alastram rapidamente e tornam o bullying ainda mais perverso. Para coibir essa prática, o deputado Fábio Souto (DEM) apresentou, na Assembleia Legislativa, Projeto de Lei que prevê campanha permanente de orientação e esclarecimento a pais, alunos e professores acerca do cyberbullying junto às escolas públicas e privadas da Bahia.
De acordo com a proposição, as campanhas alusivas a campanha “Cyberbullying diga não a violência virtual” serão coordenadas pelo Grupo Especializado de Repressão aos Crimes Eletrônicos (GEM), da Polícia Civil da Bahia e desenvolvidas em conjunto pela Secretaria de Estado da Educação e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação. Esses órgãos poderão promover parcerias com o Ministério da Educação, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e prefeituras para esclarecer, identificar e denunciar a atividade ilícita.
Na justificativa do documento, Fábio Souto observou que, como o espaço virtual é ilimitado, o poder de agressão se amplia e a vítima se sente acuada mesmo fora da escola. “Todo mundo que convive com crianças e jovens sabe como eles são capazes de praticar pequenas e grandes perversões. Debocham uns dos outros, criam os apelidos mais estranhos, reparam nas mínimas 'imperfeições' - e não perdoam nada. Na escola, isso é bastante comum”, afirmou ele.
O deputado lembrou que antes o constrangimento ficava restrito aos momentos de convívio dentro da escola. Agora é o tempo todo. “Os jovens utilizam cada vez mais ferramentas de internet e de troca de mensagens via celular - e muitas vezes se expõem mais do que devem. A tecnologia permite que, em alguns casos, seja muito difícil identificar o agressor, o que aumenta a sensação de impotência”, concluiu.
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