Através da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, o deputado Alan Castro (PTN) encaminhou ao governo do estado Indicação para que seja criado um Programa de incentivos fiscais e tributários para implantação, no estado, de indústrias de componentes para o setor de energia solar.
Justificando a proposição, o deputado salienta que o processo de conversão da energia solar utiliza células fotovoltaicas, normalmente feitas de silício ou outro material semicondutor, uma tecnologia 100% aprovada. Sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica já são utilizados há mais de 30 anos.
Com mais de 178 gigawatts (GW) instalados globalmente, no final de 2014, a energia solar vem “registrando um crescimento impressionante e é agora, depois de hidráulica e eólica, a terceira mais importante fonte de energia renovável em termos de capacidade instalada em âmbito mundial.
POTENCIAL
Mais de 100 países utilizam energia solar fotovoltaica, com perfeito equilíbrio entre as instalações de grande porte (grandes usinas solares) e a geração distribuída (sistemas instalados em telhados de casas e empresas).
O Brasil possui um potencial gigantesco para aproveitar essa energia e a Bahia pode desempenhar um papel importante nesse segmento, com grandes reservas de areia silicosa e quartzo. Com baixo teor de impurezas (consideradas as melhores jazidas do mundo), o estado reúne todas as condições para para atrair indústrias de componentes: células solares, vidros extra clear e painéis fotovoltaicos.
Já existe, inclusive, um projeto de desenvolvimento da cadeia da sílica, por meio da implantação de polos industriais, em Belmonte e Ilhéus, com especial destaque para a grande jazida existente em Belmonte, Santa Maria Eterna, com depósitos de grande pureza de uma areia muito fina e clara, com teores de 99,84% de sílica, excelente para as indústrias química, cerâmica e, principalmente, de vidros com transparência total. Com o apoio institucional do governo, este projeto pode gerar 1,5 mil empregos.
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