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Comissão debate impactos da epidemia de dengue na Bahia

Publicado em: 18/11/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Audiência pública proposta por José de Arimateia reuniu médicos do estado e município
Foto: Arquivo/Agência-Alba
O impacto social e epidemiológico da dengue na Bahia foi tema da audiência pública ocorrida na manhã de ontem na Comissão de Saúde e Saneamento. O vice-presidente do colegiado e proponente da discussão, o deputado José de Arimatéia (PRB), reuniu médicos representando o poder estadual, municipal e da iniciativa privada, para debater a questão. 

Transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, a dengue é considerada uma epidemia no Brasil, o país com a maior incidência da doença. Com surtos cíclicos, a doença se espalha mais rapidamente nos meses depois do verão. O médico Roberto Badaró, subsecretário de Vigilância Epidemiológica da Bahia, confirmou que o controle da doença é incerto e que os esforços dos governos são insuficientes para a contenção da epidemia. 

Os palestrantes presentes alertaram em relação ao ano de 2016, quando deve ocorrer um surto maior da doença devido à resistência do mosquito aos inseticidas, ao surgimento de novos tipos da doença e ao clima mais quente. Roberto Badaró indicou que há a necessidade de inúmeras alternativas no controle da doença e a agilidade na identificação do caso para não agravar a situação. 

Em Salvador, a maior incidência da doença ocorre na região do Cabula/Beiru. A questão social é apontada por Isabel Guimarães, da Secretaria de Saúde de Salvador, como agravante. Ela confirmou que neste ano houve caso de Chikungunya e ZykaVírus em todos os distritos sanitários de Salvador. Há 1717 agentes de combate às endemias no município, mas ela aponta a favelização da cidade e o desmatamento como causas do avanço da doença.

“Ações da prefeitura como os mutirões de limpeza, abertura de imóveis abandonados, recolhimento de pneus e a varredura em praças, parques, jardins e cemitérios estão ajudando a combater a disseminação, mas há questões que extrapolam a área da saúde”, disse.
SOLUÇÃO

Uma das soluções para a epidemia de dengue é a vacina. Amanda Pinho, da empresa farmacêutica Sanofi Pasteur, apresentou os estudos da empresa para o combate à doença. A empresa está há duas décadas elaborando estudos e é a única empresa que concluiu as três fases de pesquisa para obtenção de registro. O Brasil contribuiu para os estudos de segurança e eficácia da vacina.

“A vacina protege contra os quatro tipos da dengue. Reduz 93% da incidência dos casos graves e reduz 80% das hospitalizações”, disse Amanda Pinho. A vacina está em processo de regulamentação pela Anvisa.

A deputada Fabíola Mansur (PSB) sugeriu a criação de uma Frente Parlamentar Mista composta por deputados da Bahia, Ceará, Goiás e Mato Grosso e dos senadores baianos para agilizar o processo da regulamentação da vacina, pressionando a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A deputada alerta para a vigilância em relação ao valor da vacina: “Não pode chegar ao cidadão com o preço elevado”, defendeu. 







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