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Zé Neto parabeniza o Ilê Aiyê

Publicado em: 16/11/2005 18:55
Editoria: Diário Oficial

Parlamentar petista exalta o papel do bloco carnavalesco na valorização da cultura afro
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O deputado Zé Neto (PT) protocolou documento na Secretaria Geral da Mesa, solicitando que seja inserida nos anais da Assembléia Legislativa moção de aplausos pela passagem do 32º aniversário da Associação Cultural Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê, comemorado no último dia 1º. Ele conta que o primeiro bloco afro da Bahia iniciou sua história na rua do Curuzu, bairro da Liberdade, cujo local abriga a maior população negra do país. Tem uma população de aproximadamente 600 mil habitantes, consolidando-se como o mais populoso de Salvador.

Um dos principais objetivos da entidade sempre foi preservar, valorizar e expandir a cultura afro-brasileira. Com o desejo de cumprir o seu ideal, desde sua fundação, o grupo homenageia os países, as nações e a cultura dos africanos, diz Zé Neto, acrescentando que o Ilê é um exemplo de contribuição significativa para o processo de fortalecimento da identidade étnica e da auto-estima do negro no Brasil, ao tornar popular os temas da história africana, vinculando-os com a história dos afrodescendentes brasileiros, construindo um mesmo passado e uma linha histórica da negritude.

Com seu movimento rítmico musical que surgiu na década de 1970 ? continua o parlamentar petista - o bloco é responsável por transformações que revolucionaram o carnaval baiano. A partir desse movimento, a musicalidade do carnaval da Bahia ganhou força com os ritmos originados da tradição africana e favoreceu, de certa forma,  o reconhecimento de uma identidade peculiar da Bahia. "O espetáculo rítmico-musical e plástico que o bloco exibe no carnaval emociona baianos e turistas, servindo de orgulho para quem o aprecia", elogia.

Ainda de acordo com Zé Neto, a riqueza plástica e sonora do Ilê Aiyê retoma as formas antes expressas na evolução dos movimentos do renascimento negro-africano, ou afro-americano, e as transforma para o contexto específico da realidade baiana, sem perder de vista a relação de identificação entre todos os negros. Hoje o bloco conta com três mil associados, e se tornou patrimônio da cultura baiana - um marco no processo de reafricanização do carnaval da Bahia. Sua missão está voltada para difundir a cultura negra na sociedade, com o objetivo de agregar todos os afro-brasileiros na luta contra as mais diversas formas de discriminação racial, desenvolver projetos carnavalescos, culturais e resgatar a auto-estima, elevando o nível de consciência crítica através do lúdico, observa o deputado do PT.



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