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Jornalista ganha na AL o título de Cidadão Baiano

Publicado em: 07/11/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Orgulhoso, Paulo Henrique ao lado dos deputados Marcelo Nilo e Zé Neto exibe placa símbolo da homenagem
Foto: Arquivo/Agência-Alba
Filho de um baiano e casado com uma baiana, o jornalista Paulo Henrique Amorim já podia até pedir a cidadania faz tempo, mas só ontem isso se tornou oficial. Em sessão especial na Assembleia Legislativa, o apresentador do programa Domingo Espetacular, nascido no Rio de Janeiro, finalmente recebeu o título de cidadão baiano, em homenagem proposta pelo líder da bancada governista, deputado Zé Neto (PT).
A sessão foi dirigida pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PDT), que se disse honrado em participar da homenagem. “Já vivi muitos momentos de emoção nesta cadeira, quando por exemplo empossei o governador Rui Costa, quando empossei o governador Jaques Wagner. E hoje é outro dia muito especial, que vai com certeza para meu currículo como presidente da Assembleia. O dia que entreguei o título de cidadão baiano a um dos jornalistas mais respeitados e preparados do Brasil”, afirmou Nilo.

INDEPENDÊNCIA

Zé Neto também destacou Paulo Henrique Amorim como um dos grandes nomes da comunicação no Brasil. “Ele realiza um trabalho independente, que preza pelo respeito ao seu público, levando aos lares brasileiros os fatos e acontecimentos que interferem na vida de cada um de nós”, afirmou o deputado, acrescentando que não costuma apresentar projetos para homenagear personalidades. “Raramente faço isso. Só propus a entrega da medalha 2 de Julho a (médium espírito) Divaldo Franco e agora é uma grande satisfação poder dar o título de cidadão baiano a essa grande referência para o jornalismo independente do país”.

A homenagem a Paulo Henrique Amorim foi acompanhada pelo ex-governador e vereador Waldir Pires (PT), o secretário estadual de comunicação, André Curvelo, o ex-deputado e também jornalista Emiliano José, além de deputados, representantes de entidades, amigos e familiares, entre eles a esposa, a também jornalista Geórgia Pinheiro. Na sessão, aberta com o Hino Nacional e encerrada com o Hino da Bahia, foi passado um vídeo com o resumo da trajetória profissional de Paulo Henrique,

Ao agradecer o título, o jornalista citou trechos do poema Ode ao Dois de Julho, de Castro Alves, e lembrou do pai, Deolindo Amorim, que nasceu na cidade de Baixa Grande, no Piemonte da Chapada Diamantina. “No domingo mais próximo do 2 de Julho, meu pai levantava-se da cabeceira do almoço e lia para nós a ode inteira em homenagem ao que ele chamava da data magna da Bahia”, contou o homenageado.
Ele lembrou que o pai, antes de se arriscar no jornalismo, trabalho na lavoura do cacau no sul da Bahia, onde pegou malária por duas vezes, foi para Aracaju e depois ao Rio de Janeiro. Do pai, Paulo Henrique conta ter herdado, além da paixão pela Bahia, o jeito de escrever, “que lembra a caatinga, seco, e sem adjetivos”. E de outro baiano, o poeta Gregório de Matos, acredita que a “boca de inferno”. “Luís Viana (governador) dizia que os heróis da Bahia não são soldados, são os poetas”, acrescentou.

Formado em sociologia e política, Paulo Henrique dos Santos Amorim logo abraçou a carreira de jornalista, obtendo lugar de destaque em todos os lugares em que trabalhou. Sua primeira grande cobertura para o jornal A Noite, do Rio, foi em 1961, quando o presidente Jânio Quadros renunciou e o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, mobilizou soldados e jornalistas para garantir a posse do vice, João Goulart.

Como repórter e correspondente internacional, cobriu a Guerra Civil de Ruanda, a rebelião Zapatista do México, a eclosão do vírus Ebola na África, a Guerra do Iraque, o escândalo Watergate, a eleição do Presidente Clinton, o fim da União Soviética, a queda do Muro de Berlim, os conflitos de Kosovo e Sarajevo, entre outros acontecimentos. Entre os anos de 1997 e 1999, esteve na Rede Bandeirantes, onde apresentou o Jornal da Band e o programa Fogo Cruzado. Na TV Cultura, apresentou o talk-show “Conversa Afiada".                              Desde fevereiro de 2006, apresenta na Rede Record o programa Domingo Espetacular. Atualmente, é também apresentador da Record News e responsável pelo blog Conversa Afiada (CAF), no qual exerce o jornalismo de forma independente.  Também é autor de diversos livros, entre eles o “Quarto Poder – uma outra história”.
 
 
 

 



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