Os 218 anos de obras maçônicas na Bahia foram celebrados ontem em sessão especial no plenário da Casa. O evento proposto e presidido pelo deputado estadual Bira Corôa (PT) teve como tema "Qual sua obra?", e contou com a presença de autoridades de confrarias maçônicas de todo o estado. Na oportunidade, foram homenageadas com o Troféu Cipriano Barata iniciativas sociais e filantrópicas.
Proponente da sessão especial pelo terceiro ano consecutivo, o petista Bira Corôa falou do seu orgulho em estreitar os laços da sociedade baiana com a Maçonaria. "A história do nosso mandato é baseada na busca da igualdade de direitos e oportunidades, na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. A maçonaria há mais de dois séculos trabalha para fortalecer o alicerce social, cultivando o respeito ao próximo e o trabalho voluntário”, ressaltou o parlamentar. Bira Corôa também falou aos presentes sobre o projeto de lei de sua autoria que tramita na Casa Legislativa, o qual institui o Dia Estadual da Maçonaria, já com parecer favorável na Comissão Constituição e Justiça (CCJ).
O professor de formação e membro da maçonaria na Bahia, Taiguara Almeida, ministrou a palestra magna e salientou a necessidade de se prestar mais atenção para os princípios fundamentais que regem o trabalho da Maçonaria, a Liberdade, Igualdade e Fraternidade, princípios que impulsionaram a Revolução Francesa e exortou os presentes a pautarem suas vidas pelos bons exemplos. “Não importa a quantidade de erros ou acertos que acumule, paute-se sempre pelos bons exemplos”, repetiu, com veemência.
Foram homenageados com o Troféu Cipriano Barata o projeto Gota D'Água, na pessoa do professor Luís Alberto, que recolhe e doa água para famílias residentes em áreas de seca; o projeto Irmão Sangue Bom, que estimula a doação de sangue e cadastro de medula óssea, em nome de Edson Barbosa, da Loja Maçônica Cavaleiros da Fraternidade. Durante a sessão também foram reconhecidas e premiadas iniciativas como as ações do cantor Saulo Fernandes em prol do Hospital Martagão Gesteira; do cantor Tonho Matéria, pelo trabalho desenvolvido com o projeto Capoeira Mangangá, e de Ernesto Machado, em função do trabalho filantrópico junto ao Centro Espírita Trevo Sagrado, que atende cerca de 12 mil pessoas por ano em especialidades como psicologia e acupuntura.
MEDALHAS
Além do Troféu Cipriano Barata, a sessão especial pelo 218 anos da Maçonaria na Bahia também concedeu a Medalha Maçom Destaque 2015 a Ricardo Serravalle, Paulo Brito, Orlando Bulcão, José Cestelo, Joselisio Lisboa, José Carlos Travessa e Leonardo Rocha. Honraria é proposta pela Loja Cavaleiros da Luz e tem como objetivo reconhecer o trabalho feito pelos chamados irmãos maçons.
Cipriano José Barata de Almeida nasceu na Freguesia de São Pedro Velho, em Salvador, Bahia, no dia 26 de setembro de 1762. Foi político, médico e um dos jornalistas que mais trabalhou com política durante o Primeiro Reinado, também ficou conhecido por ter sido um dos mais ativos combatentes na luta em favor da Independência brasileira. Formou-se em cirurgia, filosofia e matemática na Universidade de Coimbra. Juntamente com o professor Francisco Muniz Barreto, e outros, foi membro da primeira Loja Maçônica brasileira, a “Loja Cavaleiros da Luz”, fundada em Salvador em 1797. No ano seguinte participou da Conjuração Baiana (1798), sendo detido quando da repressão que se seguiu. Há quem afirme que foi ele o redator do “Manifesto ao Povo Baiense”, que conclamava a população à revolução.
Integraram a mesa o Grão-Mestre do Grande Oriente Estadual da Bahia, Silvio Souza Cardim; o Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica da Bahia, Jair Tercio; o tenente-coronel Écio Marlon Souza, representando o comandante-geral da PM, Anselmo Brandão; o presidente da Ordem Maçônica do Grande Círculo Branco, Ernesto Machado Cardoso; o presidente da Loja de Perfeição Monte Serrat, Sebastião Alves Viana, e o representante da Sociedade Teosófica, Jorge Luiz Firmino.
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