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Sessão celebra autonomia do Corpo de Bombeiros da Bahia

Publicado em: 06/11/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

O deputado Sargento Isidório comandou a Mesa de Honra dos concorridos trabalhos
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Às vésperas de alcançar o primeiro ano de existência autônoma, o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia foi homenageado pela Assembleia Legislativa ontem com uma sessão especial proposta pelo deputado Pastor Sargento Isidório, praça egresso da corporação. Metade do plenário se tingiu de laranja, graças à forte presença de soldados uniformizados, além de muitos oficiais.

O secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, fez questão de marcar presença e representou o governador Rui Costa no evento. Para ele, a instituição centenária que volta a experimentar a autonomia “é a mais respeitada na sociedade, basta questionar as pessoas na rua”. Ele se confessou bastante orgulhoso por “fazer parte de uma fase muito importante da instituição”, tendo tido participação efetiva nos grupos de trabalho que convenceram o então governador Jaques Wagner da oportunidade de separar a Polícia Militar dos Bombeiros. 

Barbosa citou também a instituição do Código de Prevenção de Incêndios e a criação da Taxa de Incêndio como medidas que representam grande passo para o futuro da corporação. “Falta muito ainda, mas não podemos ignorar os avanços que conseguimos”, disse ao reconhecer as limitações materiais que ainda existem. O secretário pediu uma salva de palmas dos presentes para o valoroso trabalho dos bombeiros, lembrando a ação inestimável desses profissionais, no início deste ano, quando Salvador teve vários registros de deslizamento de terra, com muitas perdas humanas.

Estiveram presentes e receberam saudações especiais dois personagens que se encontraram em situações opostos na história recente dos bombeiros: o coronel Flodoardo foi o primeiro comandante da corporação após ela ser incorporada pela PM, em 1984. Na mesa solene, o coronel Francisco Telles representava a instituição como o atual comandante desta nova fase de autonomia.

O deputado Isidório dedicou uma parte do seu pronunciamento ao coronel Telles, resumindo seu currículo que constava, segundo ele, em quatro laudas. O parlamentar falou sobre a história da corporação e da sua experiência como soldado bombeiro e as vicissitudes de ter se tornado alcoólatra e viciado em drogas na ocasião. Contou também sobre dois resgates que lhe salvaram a vida: o já conhecido, ocorrido há 25 anos, quando a Palavra de Deus o retirou da lama, e outro, anterior, que o deixou em débito com os colegas bombeiros. Ele teria sido lançado – não disse por quem – do alto de uma escada sobre produtos químicos e estava à beira da morte quando os colegas, liderados por Tadeu Fernandes (ex-deputado e atual major), invadiram o local e o levaram para o hospital.

O coronel Telles também ocupou a tribuna para falar sobre a história, a missão e a situação atual da instituição que comanda. “Contamos hoje com um contingente de 2,16 mil bombeiros e 242 viaturas para atender os 417 municípios”, informou, ressaltando ainda a presença em 25 cidades e a previsão de haver mais cinco grupamento no próximo ano. A meta, segundo ele, é alcançar o contingente de cinco mil integrantes até 2018. “No curto período de dois meses e meio desde nossa nomeação, temos avançado muito e trabalhado arduamente para trazer melhorias para a instituição”, disse.

Isidório não só discursou como também soltou a voz acompanhado pelos Timbaleiros de Cristo (grupo de ex-usuários de drogas formado na Fundação Senhor Jesus, conduzida pelo deputado). Foram dois cantos de louvores religiosos entusiasmados. A empolgação foi tamanha na execução de “Senhor põe teus anjos aqui”, que o parlamentar teve que pedir que o maestro diminuísse o ritmo com um pouco menos de ênfase para não afetar o recinto.

O Hino Nacional, no início dos trabalhos, e ao Dois de Julho, no encerramento, foram executados pela banda Maestro Claudionor Wanderley, dos bombeiros. O nome igual ao da Polícia Militar (Maestro Wanderley) não é mera coincidência. O nome da dos bombeiros é uma homenagem ao filho do maestro que denomina a banda da PM. Embora o tenente Claudionor fosse contramestre da banda de música, morreu no exercício do dever ao tentar salvar vidas, no que ficou conhecido como tragédia do Beco do Frazão, em 1935.

A mesa dos trabalhos foi composta também pelo coronel aviador Marcelo Lobão, comandante da Base Aérea de Salvador; o coronel Davi Souza, representando a VI Região Militar; o chefe do Estado Maior do II Distrito Naval, capitão de Mar e Guerra, Paulo Pinheiro; o subsecretário de Segurança, Ari de Oliveira; o coronel José Reis, subcomandante da PM, representando a corporação, o Major Tadeu Fernandes e os praças Edna Araújo e Antonio Marco


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